Mutirão de socorro aumenta e chuvas vão continuar até janeiro

Ausente da cidade, prefeito decretou emergência com 363 pessoas desalojadas

29 DEZ 2017 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 15h01

Uma força-tarefa gigantesca está mobilizada para prestar socorro a população fronteiriça e restaurar a normalidade de serviços prejudicados pelos violentos temporais que castigam a fronteira Brasil -Paraguai, sobretudo em Porto Murtinho, a 440km de Campo Grande.

Órgãos do governo estadual como a Coordenadoria de Defesa Civil (Cedec) e as Polícias Civil, Militar e Militar Ambiental (PMA), o Exército, a Marinha, clubes de serviço e voluntários trabalham em uma ampla mobilização de reforço ás equipes da Prefeitura Municipal para socorrer as vítimas das inundações. O prefeito Derlei Delevatti (PSDB), mesmo fora da cidade – está passando o final de ano em seu estado natal, Rio Grande do Sul – assinou o decreto de emergência que deve ser homologado pelo governador tucano Reinaldo Azambuja.

Os deputados federais petistas José Orcírio (o Zeca do PT) e Vander Loubet; o secretário estadual de Administração, Carlos Alberto Assis; e o coordenador da Cedec, coronel Isaías Bittencourt, acompanham as equipes de socorro e prestam todo tipo de ajuda. O governador pediu ao governo federal um auxílio emergencial de R$ 1,5 milhão. Enquanto o recurso não chega, Azambuja liberou R$ 300 mil para a Secretaria de Saúde de Porto Murtinho utilizar na compra de remédios.

A Cedec fornece alimentos, roupas e colchões, enquanto a PMA, o Corpo de Bombeiros e as Forças Armadas disponibilizaram efetivos, veículos e embarcações para o resgate de pessoas, animais e utensílios domésticos. Os deputados Zeca e Loubet conseguiram assegurar junto ao superintendente regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Marco Aurélio Santullo, um equipamento para bombear os canais de escoamento entupidos e retirar a água acumulada na cidade.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas continuarão caindo até três de janeiro de forma intermitente. Até à noite de quinta-feira, 28, as equipes de resgate haviam removido 363 pessoas das casas onde moravam e foram invadidas pelas águas, sendo que 63 delas ficaram desabrigadas. O Centro Municipal de Múltiplas Atividades (CMA) é um dos espaços públicos utilizados para acomodá-las.

A situação se agravou porque não foi feita a limpeza dos canais. Obstruídos por mato e sujeira, acabaram não dando vazão às aguas da chuva. Além disso, uma casa de bombas não estava com 100% de sua capacidade de vazão. Entre os dias 25 e 27 o volume de precipitação pluviométrica chegou a 360 milímetros na região. Para todo o mês de dezembro a previsão era chover 170,4 milímetros. Até agora, em uma semana, já choveu 150 milímetros. Por enquanto, as inundações são exclusivamente por águas de chuva, já que o Rio Paraguai, mesmo subindo, ainda se mantém em seu leito normal.

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