Quando fevereiro chegar e logo que o carnaval passar chegará a hora de Geraldo Alckmin ter ou não sua candidatura confirmada pelo PSDB. E essa definição deverá causar um impacto direto nos destinos da sucessão estadual sulmatogrossense.
Dificilmente outra liderança tucana consiga dentro do partido densidade e viabilidade política e eleitoral suficiente para encarar uma disputa presidencial este ano. Alckmin é hoje tão ou mais palatável que as opções já utilizadas anteriormente, o senador mineiro Aécio Neves e o ministro José Serra. E ainda teria maior envergadura e capilaridade que o prefeito paulistano João Dória Jr.
Nem mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por conta própria, conseguiria tirar de Alckmin a condição de favorito do PSDB para disputar contra Lula (PT), Jair Bolsonaro (PSC), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (Podemos) e Manuela D´Ávila (PCdoB), os pré-candidatos já listados por seus partidos.
Considerado principal oráculo do tucanato, FHC defende que o partido assuma o protagonismo de unificar o País, lançando um nome de centro, escolhido dentro ou fora do PSDB, com perfil capaz de unificar as diversas forças que se recusam às opções que classifica extremas de direita (Bolsonaro) e de esquerda (Lula). FHC não se empolga muito com o governador de São Paulo, considera-o sem peso para fazer tal aglutinação. Mas sua opinião não tem maioria na sigla.
Com isso, cresce a pré-candidatura de Alckmin e com ela a direção nacional do PSDB já vem traçando desde a Convenção de dezembro passado algumas prioridades para 2018, entre as quais o lançamento do maior número de candidatos aos governos estaduais. Na fita está, e com destaque, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.
Ao ser eleito em chapa única para presidir o Diretório Nacional dos tucanos, Alckmin citou que uma das ocupações centrais do partido já no início deste ano seria ajustar o cenário de apoio aos pré-candidatos nos estados. Azambuja se sobressai porque seu território de influência política e administrativa vai ao encontro de uma necessidade estratégica do PSDB no Brasil.
Os sociais-democratas querem se fortalecer nos grandes estados industrializados e amplificar sua representação nos estados emergentes, sobretudo onde o partido assine experiências desafiadoras, com marcas vitoriosas de gestão governamental e de embates eleitorais – é o caso de Mato Grosso do Sul de Azambuja.
Com esse pré-diagnóstico, Alckmin e a Executiva Nacional já colocaram diante do governador sulmatogrossense a responsabilidade de uma candidatura que o PSDB fincou no terreno das demandas determinantes do ano eleitoral. Assim, a “pressão amiga” dos seus aliados locais é reforçada pela dinâmica da estratégia partidária nacional e pode empurrar Reinaldo Azambuja à necessidade de acelerar o veredito sobre sua candidatura à reeleição.
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