Jean esclarece gastos e defende fiscalização da sociedade

Só de verbas federais Município ganhou R$ 4 milhões com ação de vereadores

08 JAN 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 14h29

Só em recursos federais cerca de R$ 4 milhões foram assegurados a Sidrolândia com ações dos vereadores em Campo Grande e Brasília. Jean Nazareth (PT), presidente da Câmara, defende o controle da sociedade e explica os critérios para a concessão de diárias, motivo de polêmicas no Município.

Em entrevista à Rede Jota FM/Rádio Pindorama, Jean Nazareth disse ter recebido com alegria e naturalidade as críticas de setores da sociedade que, em um outdoor e nas redes sociais, questionaram gastos do Legislativo com diárias. Porém, ressalvou que todas as viagens obedecem a critérios constitucionais e as realizadas por ele e outros colegas nesta legislatura garantiram vários benefícios para a cidade, com gastos bem menores que em outras gestões.

“A população tem que fazer seu papel, fiscalizar seus representantes, cobrar, criticar. E tem que propor também, ajudar a encontrar soluções. Eu gosto da crítica, aprendo com ela, sou vereador de segundo mandato”, comentou. Afirmou então que recebe e analisa as críticas com humildade para aprender e determinação para responder à altura quando necessário

Por isso, ao constatar que algumas críticas aos gastos com diárias foram infundadas e de caráter depreciativo, procurou o dono do terreno em que estava o outdoor e ficou sabendo que havia sido afixado sem autorização. “Em menos de duas horas o proprietário mandou retirar, porque aquilo era ilegal, foi posto na calada da noite. Esse ato às escondidas feria a lei. A crítica, tudo bem, é um direito democrático, embora nesse caso uma crítica sem fundamento”, enfatizou.

Sem citar nomes, Jean Nazareth disse que já adotou procedimentos para acionar judicialmente quem o atacou com injúrias e calúnias, mas prefere esclarecer a questão das diárias. Primeiro, informa que o total de diárias em 2017 foi de R$ 163 mil para deslocamentos de 14 dos 15 vereadores. Só um, Valdecir José Carnevali, o Ganso, nunca pediu diárias. “Colocaram no outdoor que esse total foi gasto só comigo e com o Cledinaldo. Ora, se tivessem boa vontade e responsabilidade para criticar, bastaria conferir as contas municipais, os gastos da Câmara, para ver que eu, vereador Jean, recebi no ano inteiro R$ 22 mil em diárias e não R$ 206 mil”.

Em segundo lugar, de acordo com Jean Nazareth, o desembolso de diárias em sua gestão foi muito menor e bem mais produtivo que em outras legislaturas. “E terceiro: a diária só existe porque quando se vai pra fora como atribuição do mandato, sobretudo para Campo Grande e Brasília, o vereador e qualquer outro servidor publico precisam pagar transporte, alimentação e estadia. O mesmo se dá na iniciativa privada. Numa emissora de rádio, por exemplo, a FM Pindorama, quando o repórter vai fazer uma cobertura em outra cidade a direção da empresa é que custeia suas despesas, o funcionário não vai tirar do próprio bolso”, argumentou.

 CUSTO-BENEFÍCIO – Com números oficiais às mãos, Jean Nazareth detalhou e comparou os gastos com diárias e o resultado das viagens em busca de recursos para Sidrolândia. “Em 2017 qual o vereador que mais conseguiu trazer verbas para cá? Claro que não consegui sozinho, eu tive vários colegas ao meu lado, como o Kennedi e o Edno, que me abriu as portas do senador Pedro Chaves”, ponderou.

Segundo o presidente da Câmara, as incursões federais produziram vários frutos, entre os quais R$ 530 mil no Ministério das Cidades, via deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet, em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, para pavimentação asfáltica do Residencial Dona Diva, no Jardim Pindorama II . “A cada um real de Brasília o Estado põe mais um real. Assim, só temos aí um investimento de R$ 1 milhão 060 mil”, explica.

Foram assegurados ainda outros benefícios: R$ 460 mil para duas patrulhas mecanizadas, entregues no Assentamento Alambari, e outra está sendo licitada para o Assentamento Nazareth. Para custeio da saúde, R$ 500 mil, já disponibilizados ao Estado. Também para o Assentamento Nazareth, R$ 1 milhão que Zeca e Vander carimbaram para abastecimento de água. “Só nesse pacote tem perto de R$ 3,5 milhões de investimentos federais, também com as mãos do prefeito Marcelo Áscoli, da primeira-dama, do Edno, do Nelinho, de toda equipe da Prefeitura”, realça o vereador.

Ele faz questão de citar que foi o colega Edno Ribas quem o levou a Pedro Chaves. “O senador não é do meu partido, mas conseguimos com ele uma patrulha mecanizada, com valor de R$ 250 mil, além de um repasse de R$ 200 mil que o prefeito vai ver onde atender e mais uma ambulância. Já havíamos assegurado aquela ambulância com os R$ 100 mil que a Câmara devolveu à Prefeitura. E agora a frota ganha novo reforço”, destacou. O volume de verbas federais chega, portanto, a R$ 4 milhões, o que torna residual, no caso específico de Jean Nazareth, o repasse de R$ 22 mil em um ano para custear suas despesas de viagem.

“Precisamos trazer mais recursos para a cidade. Tem gente querendo impedir-nos de trabalhar. Cada um faz o que achar melhor. Eu cumpro meu papel e minhas obrigações com Sidrolândia. Se a população precisar, vou de novo buscar”, avisou Jean. Ele sugere que se faça outra comparação: em 2017, o total de emendas parlamentares estaduais intermediadas por 13 vereadores somou R$ 170 mil. Contudo, Jean obteve, Só com os deputados de seu partido, mais de R$ 350 mil em verbas estaduais, assim distribuídas: João Grandão (R$ 120 mil para a saúde), Cabo Almi (R$ 100 mil), Pedro Kemp (R$ 100 mil) e Amarildo Cruz (R$ 30 mil).

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