Ainda que não se candidatem à sucessão da prefeita Délia Razuk (PR), cinco deputados estaduais com domicílio eleitoral em Dourados entraram em 2018 com as atenção fixadas nos palanques deste ano e na disputa municipal de 2020.
São pré-candidatos à reeleição Zé Teixeira (DEM), Renato Câmara (MDB) e José Carlos Barbosinha (PSB). O pedetista George Takimoto já confirmou que concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados, destino que o PT também deseja para João Grandão, por enquanto sem sua anuência.
Se depender da lógica de cada conjuntura política e pessoal, o único dos cinco que não mais estaria aspirando à cadeira hoje ocupada por Délia Razuk é George Takimoto. Aos 74 anos, ex-vice-prefeito de Dourados, ex-vice-governador, ex-deputado federal e com dois mandatos de deputado estadual, ele pretende fechar sua trajetória na vida publica ocupando pela segunda vez um ambiente onde já teve cadeira titular, voz e voto: o Congresso Nacional.
Outro veterano, e que parece estar à mesma distância da reeleição, da aposentadoria e da disputa pela prefeitura douradense, é Zé Teixeira. Com os seis mandatos na Assembleia Legislativa, adquiriu cacife político para entrar no páreo por qualquer mandato. Ainda que não dispute mandato algum, é indiscutível sua influência na sucessão douradense.
"ESTRANGEIROS" - Renato Câmara é o único desse grupo que já encarou o desafio de disputar a Prefeitura de Dourados. Foi no ano retrasado. Ficou em terceiro lugar. Porém, teve uma votação expressiva, valorizada por ser um dos dois concorrentes a sofrer um estigma incômodo, o de “estrangeiro”. Antes de fixar base política em Dourados, Câmara era domiciliado em Ivinhema, cidade que administrou em dois mandatos e o projetou na política, com o reforço de um nome respeitado, o de seu falecido pai, já falecido, o deputado estadual e ex-prefeito Nelito Câmara.
Barbosinha era o outro “estrangeiro” na sucessão douradense. Ingressou na vida publica nos anos 1980 como prefeito de Angélica. Depois saiu de cena e seguiu carreira como profissional liberal, até ser chamado pelo governador André Puccinelli para presidir a Sanesul. Com maior visibilidade e já domiciliado em Dourados, cresceu politicamente e chegou a fazer sua inscrição extra-oficial como pretendente à Prefeitura,
Em 2016 Barbosinha estava em pré-campanha, mas atendeu ao apelo do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para apoiar a candidatura do deputado federal Geraldo Resende. Eleito deputado estadual em 2014, ficou menos de dois anos licenciado, chefiando a Secretaria de Justiça e Segurança Publica a convite de Azambuja. Reassumiu o mandato em dezembro e admite que ser prefeito de Dourados ainda continua em seus sonhos.
João Grandão resistiu à “pressão amigável” do PT para candidatar-se à prefeitura em 2016. Ele sabia que suas chances seriam muito reduzidas e que com sua presença na Assembleia Legislativa o partido ganharia mais politicamente. Tinha razão. Contudo, uma história diferenciada se desenha para 2020 e, a depender dos resultados deste ano, sua reeleição pode adquirir uma nova dimensão na estratégia partidária a ser alinhada para as disputas municipais.
DEBATE GLOBO Lula e Flávio apresentam informações falsas; checagens divergem sobre quem errou mais
Eleições 2026 MS mobiliza 3,3 mil profissionais para reforçar segurança no segundo turno presidencial
ENTREVISTA Gianni Nogueira defende transparência nas filas da saúde em MS
ALERTA El Niño pode provocar onda de calor e chuvas irregulares em MS