Rios subindo e chuvas deixam comunidades mais apreensivas

Em MS, rodovias já são interditadas e Defesa Civil redobra atenção

11 JAN 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 05h50

Desde novembro as chuvas vêm castigando algumas regiões de Mato Grosso do Sul. Agora, começa a subir o nível dos rios. Vários municípios passam a conviver com a expectativa angustiante de danos às pessoas, aos patrimônios e à economia, em consequência de inundações.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) está ampliando as frentes de trabalho e o número de efetivos, entre servidores e voluntários, para atender mais de uma dezena de municípios em situação de emergência por causa das chuvas. O problema se agrava porque o nível de alguns rios - como o Paraguai, o Taquari e o Miranda – começa a subir.

A exemplo das últimas semanas, nesta os temporais causaram novos estragos, levando as autoridades a prever mais pedidos de situação de emergência e até mesmo de um reforço a decretos já oficializados. É o caso de Eldorado, que desde 1º de novembro está em estado de emergência. A malha viária foi seriamente afetada, segundo Valter Antunes, da Cedec.

Antunes se reuniu com a vice-prefeita Fabiana Maria Lorenci, após conferir a dimensão dos estragos em trechos da Estrada do Turquinho cuja tubulação de drenagem foi destruída, e da MS-295, que liga Eldorado ao distrito de Morumbi, cheio de erosões. O Governo do Estado investiu na estrutura da malha viária local. Mandou construir duas pontes de concreto. Uma, sobre o Córrego da Onça, está pronta; a outra, que só depende da licitação para ser executada, sobre o Córrego Cerrito. Os investimentos somam R$ 1 milhão 357 mil.

NOVO HORIZONTE DO SUL -  O prefeito Marcílio Álvaro Benedito (PDT) informou que todo esforço possível está sendo feito para cobrir os prejuízos e socorrer as demandas mais urgentes. As chuvas recentes tornaram intransitável parte das estradas de Novo Horizonte do Sul. Técnicos da Cedec fizeram vistorias em diversos trechos tomados pelas erosões e buracos, como a Linha Gaúcha. Com as chuvas, as bordas de uma das erosões ruíram, fazendo a cratera aumentar, atingindo 2 metros de largura e provocando a interrupção do tráfego.

COXIM – O prefeito Aluísio São José (PSB) e o coordenador da Cedec, Isaías Ferreira Bittencourt, admitiram preocupação com o volume de água que vem do Rio Taquari. O nível chegou na quarta-feira, 10, a 5,2 metros. Ainda não é medida suficiente para sair do leito, mesmo porque, horas depois, o rio baixou. Coxim não precisou decretar a situação de emergência. Porém, as autoridades estão em estado de alerta.

A Cedec e a Prefeitura reconhecem a necessidade de ter atenção total e estar prontos para, em primeiro lugar, socorrer as 380 famílias de ribeirinhos cadastradas. Elas devem ser retiradas imediatamente se as previsões científicas indicarem que o nível do Taquari volte a subir e avance acima dos 5,3 metros. O prefeito Aluísio São José procurou tranquilizar a população. Disse que toda a região está sendo monitorada e espera que o leito do rio não exceda o nível máximo de segurança. Apesar disso, as fortes chuvas levaram a Prefeitura a adotar medidas emergenciais de atendimento às populações de bairros mais impactados.

AQUIDAUANA -  O coronel Isaías Bittencourt, coordenador da Cedec, informou que os rios Miranda e Aquidauana também estão sendo bem monitorados. Em Aquidauana, Anastácio e Miranda, municípios situados às margens desses rios, as autoridades estão em alerta e prontas para qualquer emergência. Em Porto Murtinho, outro município vulnerável, banhado pelo Rio Paraguai, por enquanto os contratempos foram causados pelos temporais de dezembro, que desalojaram cerca de 70 pessoas e danificaram pavimentos. O nível do rio não chegou ainda ao patamar de alerta máximo. Quando transborda, registra-se na região uma das enchentes mais impactantes no Estado.

Também efeito dos temporais, a MS-338, proximidades de Santa Rita do Pardo, teve que ser interditada duas vezes. Na primeira, no dia dois deste mês, a interdição foi parcial, quando parte da pista desmoronou e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) permitiu somente o tráfego de veículos leves. O trânsito foi totalmente liberado só 48 horas depois. Mas na manhã de ontem (quarta-feira, 10) a rodovia sofreu nova interdição, com o rompimento de uma galeria que não suportou a pressão das águas. A restauração começou logo e os técnicos não haviam informado quanto tempo durariam os serviços.

A governadora em exercício, Rose Modesto (PSDB), está percorrendo os 13 municípios em situação oficial de emergência. Ela conversa sistematicamente com o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), que saiu de férias, para relatar a situação e informar as providências. 

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