Deputados estaduais voltam em fevereiro com duplo desafio

Reeleição e novos projetos político-eleitorais vão acumular as agendas em 2018

15 JAN 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 21h23

A maioria dos deputados estaduais de Mato Grosso do Sul é pré-candidata à reeleição e ao menos três deles podem tentar vagas na Câmara Federal. A Assembleia Legislativa reabrirá em fevereiro com o complexo desafio de conciliar as atividades regimentais e o calendário eleitoral.

Dos 24 parlamentares, três já manifestaram interesse em disputar vaga na Câmara dos Deputados e trocar Campo Grande por Brasília: George Takimoto (PDT), Beto Pereira (PSDB) e Eduardo Rocha (MDB). Os demais, salvo arranjos para garantir as coligações, apostam fichas em mais quatro anos de mandato no Palácio Guaicurus. Comenta-se que o presidente da Casa, Júnior Mochi (MDB), ainda é opção para chapa majoritária. Os demais membros da Mesa Diretora - Onevan de Matos, do PSDB (1º vice-presidente); Grazielle Machado, do PR (2ª vice); Mara Caseiro, do PSDB (3ª vice); Zé Teixeira, do DEM (1º secretário); Amarildo Cruz, do PT (2º secretário); e Felipe Orro, do PSDB (3º secretário) - vão tentar a reeleição.

Se for levado em conta o relatório das atividades da legislatura anterior, quando dezenas de ocupações regimentais exigiram esforço máximo dos parlamentares nos cinco dias úteis da semana, a carga deste ano será redobrada, segundo Mochi. Além das sessões normais e das reuniões das comissões permanentes, a pauta legislativa contém atividades das mais variadas para atender demandas inerentes à representação política.

ESFORÇO - Assim como ocorreu no ano passado, as audiências publicas, lançamento de campanhas de utilidade publica, comissões parlamentares de inquérito, fóruns, simpósios e outros eventos vão congestionar as agendas dos deputados. No ano eleitoral, é preciso um esforço extraordinário para cumprir esse volume de atribuições – porém, Mochi afiança que não haverá solução de continuidade e o poder seguirá à risca os compromissos legislativos e políticos.

Ainda não existe um indicador seguro para que se faça uma projeção fiel do índice de renovação nas cadeiras do Palácio Guaicurus. Todavia, cabe prestar toda atenção nas recheadas folhas de serviço que fortalecem os atuais mandatários e avaliar fatores que podem sinalizar a chegada de novos personagens. Um desses fatores é o empenho de algumas regiões para preencher o vazio de representantes, o que, teoricamente, pode incentivar seus eleitores a concentrar sua votação em candidaturas locais.

Um caso típico de vazio regional na representação política é o de Corumbá e Ladário, duas cidades pantaneiras germinadas e que há seis anos não têm um deputado estadual com domicílio eleitoral em seu território. A vaga mais recente ocupada por um pantaneiro foi a do corumbaense Paulo Duarte (2007 a 2012). Assim, para preencher o vazio que começou em 2013, a região ensaia fechar questão em número reduzido de candidaturas. Especula-se que uma delas será a de Beatriz Cavassa, viúva do prefeito Ruiter Cunha, que morreu em novembro do ano passado.

Três Lagoas e Ponta Porã também ficaram sem representantes diretos nesta legislatura por causa das renúncias de dois tucanos: Ângelo Guerreiro, que se elegeu prefeito em 2016, e Flávio Kayatt, nomeado conselheiro do Tribunal de Contas TCE-MS).  Os dois municípios, que estão entre os cinco mais populosos do Estado, já preparam seus nomes para disputar o vácuo deixado por Guerreiro e Kayatt.

O desafio da reeleição será pontual para quatro ex-suplentes que estrearam em 2016-17 no Plenário Júlio Maia beneficiados pela vacância do cargo e agora, para não depender de ninguém, vão em busca da titularidade. Herculano Borges (SD) é o substituto de Ângelo Guerreiro; Paulo Siufi (MDB) ocupa a vaga que foi de seu primo, Marquinhos Trad (PSD), eleito prefeito de Campo Grande. Enelvo Feline (PSDB) substituiu o tucano Flávio Kayatt.

O Coronel Carlos Alberto David (PSC), que chegou a ficar 18 meses no assento de José Carlos Barbosinha (PSB), em dezembro devolveu a cadeira ao titular. Em princípio, deve concorrer novamente a estadual. Porém, anda acariciando a ideia de concorrer a um mandato na Câmara Federal.

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