PT quer manter Lula candidato, mas adversários se animam

Bolsonaro, Alckmim, Ciro e até Michel Temer miram vácuo que pode ser deixado por petista

24 JAN 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 21h08

A condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) a 12 anos e um mês de prisão pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, não deixa de ser um estímulo a mais para os pretendentes declarados à sucessão presidencial, e pode atrair quem ainda não pôs seu nome na fogueira pré-eleitoral.

Além dos nomes mais citados, como Jair Bolsonaro (PSC) e Geraldo Alckmim (PSDB), até o presidente Michel Temer (MDB) pode se assanhar com a possibilidade de lançar-se à própria sucessão. Se Lula for preso e perder os direitos políticos - ou ainda que se candidate e vença a disputa, mas sob o risco de perder o mandato -, haverá um imenso vácuo eleitoral a ser cortejado pela concorrência.

E o que não falta para as eleições presidenciais deste ano são pré-candidaturas. Entre as já declaradas de publico estão Alckmim, Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) Manuela D´Ávila (PCdoB) e Valéria Monteiro (PMN). No entanto, existem ainda outras possibilidades que se apresentam em diferentes niveis de petensão, como o próprio Michel Temer, Rodrigo Maia (DEM), Luciano Huck e o ex-presidente Fernando Collor (PTC).

Lula vem liderando as pesquisas de intenção de voto, seguido por Bolsonaro, que ultrapassou Marina, e Alckmim. O petista não dá sinais de qual seria seu "Plano B", isto é, a quem apoiaria caso fique impedido de entrar na disputa. Se seus direitos forem suspensos, e mesmo preso, sua figura será um "cabo eleitoral" de forte influência, conforme reconhecem os principais dirigentes partidários.

Sem Lula no páreo, não há certeza se os seus eleitores migrariam em massa para uma candidatura de esquerda ou se acatariam sua orientação. Mas é certo que grande parcela de quem pretende votar em Lula dificilmente optaria por Bolsonaro ou Álvaro Dias. As opções mais consideradas, pela lógica político-eleitoral, seria uma flutuação para a esquerda e centro-esquerda, com Manuela ou Ciro, ou em menor fração para o centro, com Alckmim e Marina.

Se ocorrer a hipótese de Lula disputar e vender a eleição, mas em seguida perder os recursos judiciais e ser afastado, a Justiça Eleitoral convoca o segundo colocado para a investidura na Presidência. Por isso a condenação de Lula, com a possibilidade de uma candidatura sub-judice, vem a ser um excitante e tentador convite para aumentar a concorrência na sucessão de Temer.

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