Chaves se desvia do PDT e vai para o governista PRB em fevereiro

Enquanto isso, MDB-MS de Puccinelli pode inscrever candidato à presidência

29 JAN 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 03h24

O presidente da Executiva Regional do PRB, Wilton Acosta, confirmou que o senador Pedro Chaves assinará a ficha de filiação ao partido em fevereiro, provavelmente no dia 26, em um grande evento.

Chaves era suplente de senador pelo PSC e começou a exercer o mandato em maio de 2016, quando assumiu a vaga do então petista Delcídio Amaral, cassado por quebra de decoro parlamentar ao ser denunciado por envolvimento em crimes investigados pela Operação Lava Jato.

Se o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) for candidato à reeleição e prevalecer a lógica, Chaves deve tentar a reeleição pedindo votos no palanque dos tucanos. O PRB faz parte da base de sustentação do governo de Azambuja e até ocupa cargos de escalão superior – Wilton Acosta, seu presidente, dirige a Fundação Estadual do Trabalho (Funtrab).

Com menos de dois anos de mandato Chaves já criou sua própria luz. Foi eleito um dos senadores mais atuantes, vem garimpando recursos importantes para o Estado e está sempre escalado para incumbências de vulto, como a relatoria da reforma do Ensino Médio, que lhe deu grande visibilidade. Vai relatar a reforma do Código Comercial Brasileiro e é membro titular de oito comissões.

No final do ano passado, Chaves almoçou com o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, pré-candidato do PDT ao governo do Estado. Na ocasião, indagado sobre subir ao palanque com o pedetista, o senador admitiu existir uma grande possibilidade. Mas ressalvou que só tomaria sua decisão quando mudasse de partido – o prazo vai até março próximo. Fontes do PDT garantem que Chaves continua nos planos da legenda trabalhista para compor a chapa majoritária.

PERPLEXIDADE – O ex-deputado federal e ex-vereador Antonio Carlos de Oliveira, titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), causou um dos mais surpreendentes fatos políticos neste início do ano. Na semana passada, em seu perfil no Facebook, anunciou que vai assinar a ficha de filiação ao MDB e colocar-se oficialmente à disposição partido para candidatar-se à Presidência da Republica.

O MDB é a legenda de origem de Antonio Carlos, partido pelo qual foi vereador em Campo Grande e deputado federal. Depois, filiou-se ao PT e concorreu ao governo estadual. Hoje, o MDB tem seu pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, o ex-governador André Puccinelli. A polêmica sobre a postagem do superintendente da Sudeco é natural porque a primeira opção do partido é o presidente Michel Temer, que vem descartando a hipótese de concorrer à reeleição. Porém os números positivos da economia instalam um cenário favorável, segundo os dirigentes.

Antonio Carlos sabe, no entanto, que não há muitas opções no MDB além de Temer, tendo em vista o forte desgaste das principais lideranças peemedebistas. No seu caso, além de não sofrer qualquer tipo de restrição ética ou administrativa, conta com largo e desembaraçado trânsito político, adquirido nas três décadas que viveu em Brasília como deputado federal por oito anos e diretor do Senado,

E mais: a planície de mobilidade e de influências de Antonio Carlos amplificou-se com as investiduras em cargos de relevância no governo federal: foi chefe da Secretaria de Articulação com Estados e Municípios, vinculada ao Ministério da Integração; depois secretário-executivo da Secretaria de Administração Federal; e agora à frente da Sudeco, que tem jurisdição nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal.

 

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