Taxistas querem providências contra a clandestinidade

Associação reclama que profissionais pagam imposto e sofrem prejuízos

29 JAN 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 04h31

A Associação dos Taxistas de Caarapó cobra as responsabilidades da Prefeitura e da Câmara de Vereadores para resolver um problema que, segundo afirma, vem causando sérios prejuízos aos profissionais: o serviço clandestino de transporte, com veículos sem as especificações da lei e condutores sem preparo específico.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Aparecido Francisco Silveira, o Bolero, já foram feitas diversas reclamações ao prefeito Mário Valério (PR) e aos vereadores, mas nenhuma providência efetiva foi adotada até agora. “Para trabalhar, o taxista cumpre uma série de exigências: é curso, é alvará, é imposto, é carro novo. E aí aparece gente de Kombi, de caminhonete, dirigindo sem condições, uma concorrência desleal e que não oferece serviço seguro e confiável”, queixa-se.

Bolero diz não ser justo investir no cumprimento das leis para exercer a profissão e ter o contratempo de ver seu ganho ameaçado pelo transporte clandestino. “Aqui todo mundo é taxista, pega um carro qualquer e sai por aí, não paga imposto, não faz curso...e tudo isso porque não tem fiscalização”, emenda, revoltado, o vice-presidente da Associação, que foi fundada em abril de 2010.

O aplicativo Uber ainda não chegou a Caarapó, município no Sul do Estado com mais de 28 mil habitantes. A cidade – que vai completar 55 anos no próximo dia 31 - cresce e apresenta novas demandas, entre as quais as de transporte. Bolero observa que, por isso, é fundamental a observância das regras que disciplinam os serviços privados de transporte, por meio de concessão.

“A clandestinidade só traz prejuízos, para nós, que andamos de acordo com a lei, e para a população, que opta pelo que não oferece segurança. Esse problema só será resolvido quando as nossas autoridades cumprirem as suas obrigações. A fiscalização precisa fiscalizar e cada um tem que estar em dia para garantir o seu direito”, conclui Boolero.

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