Gilmar Mendes afasta dirigente partidário acusado de corrupção

Eduardo Machado usou verba do partido para pagar carros de luxo em firma da família

01 FEV 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 04h47

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afastou o empresário Eduardo Machado da presidência do Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Ele foi acusado pelo Conselho Gestor Nacional de cometer vários desvios de conduta, valendo-se da condição de dirigente.

Com cinco deputados federais e 11 estaduais eleitos em 2014, o PHS vem enfrentando nos últimos três anos sérios contratempos originados por denúncias contra o empresário Eduardo Machado, apeado esta semana da presidência da Executiva Nacional. Ele já havia sido afastado outras vezes e sempre pela mesma razão: prática de irregularidades administrativas, éticas e financeiras.

Em 2017, Machado perdeu o cargo e recuperou depois, mas ficou com a mancha de acusações que o envolviam em atos de corrupção e desvio de finalidade na manipulação da verba e das atribuições partidárias. Em junho, seu afastamento foi aprovado por 26 comissões executivas estaduais. Em setembro, por solicitação de Gilmar Mendes, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) abriram procedimentos investigatórios e apuração de responsabilidades, baseados  em denúncias de filiados que acusavam o dirigente de corrupção.

Agora, o TSE acatou deliberação do Conselho Gestor Nacional do PHS para afastar Machado e nomear, em seu lugar, o deputado federal mineiro Marcelo Aro. Pesou desta vez contra Machado a compra de quatro carros de luxo em uma concessionária de sua família, e com dinheiro do fundo partidário.

Antes, ele já acumulava em sua lista de denúncias o calote nos salários de trabalhadores contratados para serviços na sede do partido, em Brasília, a manipulação irregular da remuneração auferida como dirigente e até a contratação de uma parente, advogada, para atuar na fundação vinculada ao PHS.

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