Intervenção no PHS Nacional pode acontecer em legendas estaduais

Além de desmandos de dirigentes, arranjos eleitorais passam a ser melhor fiscalizados

02 FEV 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 20h09

Uma ação de filiados para derrubar o presidente da sigla, acusado de práticas ilícitas no exercício do cargo, levou as instâncias deliberativas do PHS (Partido Humanista da Solidariedade) a substituir o comando da Executiva Nacional.  Nos estados, o fato serve de alerta a partidos e dirigentes que articulam alianças sem ouvir as bases ou não fazem gestões republicanas.

Os partidos políticos que vão disputar as eleições em Mato Grosso do Sul intensificam as conversas e encaminhamentos para construir acordos e coligações para as disputas de outubro. Algumas das maiores siglas (PSDB, PT, MDB e PDT) e das menores (PSOL, Podemos) já ensaiam o lançamento das chapas majoritárias e proporcionais com nomes para candidaturas próprias ao Governo e ao Senado.

No entanto, essas articulações nem sempre são feitas à luz do dia e com o conhecimento dos filiados, o que põe em risco a unidade interna e submete o partido a um processo de divisão e enfraquecimento. Por isso, o caso do PHS deve ser bem avaliado e medido, já que a legenda destituiu seu presidente no início do ano eleitoral e praticamente dentro do período para começar os entendimentos visando agrupar outras forças na eleição.

Asim, se não for por trapalhadas de seus membros, as convulsões internas dos partidos podem ocorrer ser a militância ou parte dela não concordar com os arranjos e parcerias de palanque. No MDB a empolgação com a pré-candidatura do ex-governador André Puccinelli não inibe alguns filiados – com graduação, até – de torcer por uma saída menos complicada, acertando o apoio à reeleição do governador Reinaldo Azambuja.

O DEM de Luiz Henrique Mandetta, o PSD de Marquinhos Trad, o PSB de Ricardo Ayache e o PTB Nelsinho Trad navegam na incógnita, mais propensos a seguir com Azambuja, porém sem deixar de lapidar um “Plano B”. Estas lideranças controlam com mãos de ferro o andar de seus partidos, mas não podem menosprezar a possibilidade de surpresas com rebeldias que afetem a unidade orgânica e política.

 O FATOR PHS - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou a decisão das instâncias deliberativas do Partido Humanista da Solidariedade destituindo o empresário Eduardo Machado da presidência da Executiva Nacional e designando, para substituí-lo, o deputado federal mineiro Marcelo Aro.

A Justiça Eleitoral reconheceu a nova direção, com validade a partir de 24 de janeiro – data da assembleia que indicou Aro – até novembro. Aro já está empenhado com sua diretoria na reestruturação e no fortalecimento da legenda, iniciando os debates internos que preparam a sua participação nas disputas eleitorais deste ano.

Sua investidura se deu mediante amplo entendimento que uniu as lideranças e correntes internas depois da sucessão de escândalos que marcaram a gestão de Eduardo Machado, acusado de corrupção e outros desvios de conduta pelos próprios correligionários.

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