Profissionais “pratas-da-casa” se destacam no jornalismo nacional

Lana, Rezende, Alci, Kiko e Veruska atestam capacidade de jornalistas guaicurus

05 FEV 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 15h12

São muitos os profissionais que passaram por Mato Grosso do Sul antes de conquistar espaços de destaque no jornalismo nacional, casos, entre outros, do paranense Rubens Valente, da “Folha de São Paulo”, e do paulistano Ogg Ibrahim, que foi da TV Record. Mas Mato Grosso do Sul também tem o seu DNA nessa constelação de jornalistas que fazem e são notícia no Brasil.

Quem assiste habitualmente os principais telejornais brasileiros não deixa de reparar no talento de profissionais que escalam, com sua competência, os íngremes e desafiadores degraus da profissão. O telejornalismo é traiçoeiro, não admite amadorismo e, por causa de sua grande visibilidade, expõe os jornalistas a situações nem sempre confortáveis, como no caso das reportagens ao vivo ou coberturas que implicam risco à integridade física.

A repórter Lana Cânepa faz parte desse raro elenco e hoje faz parte do primeiro time de protagonistas dos telejornais. Após vencer os estágios de praxe, ralando em pautas das mais complexas, especialmente as de política em Brasília, a repórter do Jornal da Band agora faz parte da bancada que faz a ancoragem do noticioso, ao lado de ícones como o aplaudido Ricardo Boechat. Tem por onde puxar: os pais, Odacil Cânepa e Mara Prieto, também são jornalistas que deixaram Mato Grosso do Sul para trabalhar na capital federal.

TV DO CAVALO – Por muito tempo o campograndense Alci Costa Leite trabalhou de cinegrafista em sua cidade. Sempre considerado um dos melhores, resolveu arriscar seu talento num projeto audacioso: abrir seu próprio canal de tevê. Começou fazendo um serviço de transmissões online para os ônibus de transporte coletivo. Depois, ainda mais temerário, conseguiu convencer o global Hermano Henning, um dos repórteres e âncoras mais incensados do País, a investirem num nicho segmentado e então inédito das comunicações televisivas do país: a equinocultura.

Em Sorocaba (SP), o sonho virou realidade. Alci e Hermano Henning colocaram no ar o Canal Horse TV, o primeiro “canal do cavalo” no Brasil. A especialidade de ambos garante a qualidade e o sucesso dessa iniciativa que já tem mais de 12 anos e é visto e retransmitido em vários canais do território nacional. Dedicado a tudo que se relaciona aos cavalos – torneios, criação, grifes e demais eventos – o Horse Brasil dispõe de uma completa estrutura de comunicação com equipe especializada e equipamentos para os programas de estúdio e ao vivo.

Na TV por assinatura via satélite os acessos ao Horse Canal tem estes números: NET (canal 185) - 7,3 milhões de assinantes; SKY (canal 159) - 5,6 milhões de assinantes; Claro (canal 185) - 3,1 milhões de assinantes; OI TV (canal 189) - 1 milhão de assinantes; Neo TV - 400 mil assinantes. Em transmissão por parabólicas são 25,5 milhões de pontos de acesso. No início desta semana Alci Costa Leite e sua equipe foram até Cascavel (PR) com dois objetivos: cobrir o Showrural Coopavel e lançar a nova plataforma de comunicação de sua lavra, a RVTV “Conectando o Agronegócio”. Ele disse ao jornalista Edson Moraes, da Jota FM, que em breve virá a Campo Grande para visitar os amigos e divulgar o novo empreendimento, destinado a dar a mais ampla cobertura ao agronegócio em todas as suas modalidades.

Há mais campo-grandenses ocupando lugar de referência no jornalismo tupiniquim, como Sidney Rezende, Kiko Ribeiro e Veruska Donato, entre tantos outros. Antes de ascender ao topo dos principais nomes do jornalismo brasileiro e ser demitido da Globo News por questões políticas, Rezende cumpriu uma trajetória de sucessos na vida profissional. Começou com repórter em 1985 na Rádio Roquete Pinto (RJ) e depois passou pela TV Machete, TV Educativa, TV Globo, Rádio Jornal do Brasil, CBN e Rádio MEC. Recebeu vários prêmios, como o Globinho de Ouro de melhor jornalista de rádio. Em 2006 Rezende abriu o portal de notícias SRZD. Foi demitido da globo News em 2015, depois de criticar em seu blog a postura da imprensa brasileira na cobertura da Operação Lava Jato.

Kiko Ribeiro é editor da TV Record em Brasília. Tem uma carreira premiada, com o início em Campo Grande, na TV manchete, Passou pela TV Campo Grande (BT), Guanandy (Bandeirantes) e Morena (Globo). Depois ganhou o cenário nacional, fazendo assessoria de comunicação, campanhas políticas e trabalhos nas emissoras nacionais como repórter, roteirista e diretor de peças publicitárias. Coleciona muitos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais o SADC de Jornalismo, em 2003, numa séwrie sobre a Aids em Zâmbia, na África.

Veruska Donato, mais uma campo-grandense, é repórter, produtora e apresentadora da TV Globo. Ela faz as coberturas em São Paulo e é sempre escalada pela chefia de reportagem para as matérias de destaque dos telejornais da emissora.

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