Aposentadoria antecipada: Kayatt pode abrir vaga no TCE em breve

Especulações indicam que Júnior Mochi e Waldemir Moka estariam entre os mais cotados

06 FEV 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 05h35

Problemas sérios de saúde e que exigem cuidados médicos permanentes estão obrigando Flávio Kayatt a decidir-se pelo pedido de aposentadoria antecipado do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-MS).

Cadeirante desde 1993, quando sofreu um acidente de carro e ficou paraplégico, Kayatt não confirmou e nem desmentiu os rumores sobre sua saída. Mas admite que são insistentes os comentários sobre a abertura de uma vaga na Corte. 

Kayatt era deputado estadual do PSDB e em novembro do ano passado foi nomeado para a vaga da conselheira Marisa Serrano. Especula-se no Parque dos Poderes que, se couber à Assembleia a indicação do próximo conselheiro, o nome da vez seria o de Júnior Mochi, presidente da Casa.

Porém, aventam-se ainda outras hipóteses. Uma delas com a construção de um acordo político-eleitoral entre PSDB e MDB, no qual o senador Waldemir Moka seria contemplado com a vaga do Tribunal e o ex-governador André Puccinelli renunciaria à candidatura ao Governo para concorrer ao Senado, em troca de apoio à reeleição do governador Reinaldo Azambuja.

Júnior Mochi, outro possível interessado, e também do MDB, é o senador Waldemir Mochi. Ele é pré-candidato à reeleição, mas seu nome já vinha sendo ventilado nos bastidores como opção do partido para o caso de um acordo eleitoral no Estado, com respaldo em Brasília para abrir uma vaga em investidura no Tribunal de Contas da União (TCU).

No caso de Mochi ser indicado e nomeado conselheiro, o vice-presidente da Mesa Diretora, o tucano Onevan de Matos, assume seu lugar e passa a ser o segundo nome na linha sucessória do Estado, depois da vice-governadora, a também tucana Rose Modesto.

Rose é pré-candidata a deputada federal e se solicitar afastamento do cargo para concorrer, então Onevan passaria a ser o primeiro na linha sucessória, depois do titular, o governador Reinaldo Azambuja. Outro desdobramento dessa hipótese, embora remoto: se Azambuja se afastar do cargo para disputar a reeleição e o presidente da AL-MS, no caso Onevan de Matos,  ocupar seu lugar, a presidência da Assembleia ficaria com a 2ª vice, a depuada Grazielle machado (PR).

Sobre essas especulações, experiente assessor governamental observou que a imaginação das pessoas é tão fértil quanto a criatividade dos políticos para construir seus projetos ou ajustá-los às suas necessidades. 

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