O ex-deputado federal Antônio Carlos de Oliveira antecipou em 40 dias o seu pedido de demissão da chefia da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) para viabilizar politicamente sua candidatura a presidente da Republica. Ele é filiado ao MDB e já disputou a sucessão estadual em 1982, pelo PT.
Com 15 meses de atuação à frente da Sudeco, nomeado pelo presidente Michel Temer, que é de seu partido, Antonio Carlos tinha planejado cumprir o prazo permitido por lei e desligar-se do cargo em cinco de abril. Resolveu antecipar o pedido. Disse que queria seguir calado, trabalhando na superintendência, até ser exonerado. Porém, por causa das manifestações que vem recebendo desde que se lançou pré-candidato, decidiu desabafar.
“O Brasil, como sabemos, é um País no qual os ocupantes de cargos públicos, quando são afastados e suas exonerações viram notícia, normalmente o são em face do cometimento de alguns dos muitos crimes possíveis na atividade política”, postou em seu perfil numa rede social. E continuou: “Após 15 meses como superintendente, a única justificação para a medida anunciada é que, num País que vive uma democracia, eu teria cometido a ´ínsanidade´ de, como cidadão, me arvorar como pré-candidato à presidência da Republica, fato que, pessoalmente, comuniquei ao presidente do partido, no caso, o PMDB”.
Antonio Carlos afirma disse estar deixando a Sudeco da mesma forma que entrou: “de consciência tranquila pelo dever cumprido e a olhar, sereno e calmo, nos olhos de todos”. Depois acrescentou que as razões para sua exoneração em nada vão manchar sua história de vida. “Ao contrário, ao menos para mim está sendo e será, para sempre, um motivo de orgulho”.
Vereador em Campo Grande em meados dos anos 197º0 e deputado federal eleito em 1975, Antônio Carlos de Oliveira foi em 1982 o primeiro candidato lançado pelo PT para disputar o governo de Mato Grosso do Sul O eleito daquele ano foi o emedebista Wilson Barbosa Martins. Nos anos seguintes Antênio Carlos deixou o PT e mudou-se para Brasília. Advogado, passou em concurso e prestou assessoria técnica em cargos de relevo no Congresso Nacional e em ministérios.
Agora, mais de 35 anos depois de afastar-se das disputas eleitorais, surpreende amigos e o universo político ao apresentar-se como opção do MDB para a sucessão presidencial. Sua filiação aconteceu no final do ano passado e ele já notificou a direção nacional da legenda que deixaria a Sudeco para costurar os apoios políticos necessários à indicação de seu nome pelo MDB, sendo até agora o único pretendente declarado da sigla.
Quando assinou sua ficha de filiação no final de 2017, Antônio Carlos de Oliveira assim definiu o novo passo político: “Aos quase 70 anos de idade, filio-me ao MDB e sou pré-candidato a presidente da República. A bandeira que levanto é a de uma profunda e séria mudança na forma de fazer política e governar”. E arrematou: “Vale dizer, num eventual governo sob meu comando, o interesse público, o interesse coletivo, o interesse da Nação, estarão em primeiro lugar. E tem que ser assim, porque só um Governo independente poderá modificar o atual estado de coisas”.
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