Um político de centro, defensor da economia de livre mercado, com visão progressista e democrática. Com este perfil o senador Pedro Chaves dos Santos está a postos para perfilar em qualquer uma das principais forças políticas de Mato Grosso do Sul. Ele deixa o PSC e ingressa no PRB ainda sem definir quem vai apoiar na sucessão estadual.
A principal pergunta que se faz com a filiação de Pedro Chaves ao PRB é saber quem terá o apoio do senador na corrida pelo governo estadual. Pré-candidato à reeleição, ele chamou para sua festiva filiação – agenda para esta segunda-feira, 27, no amplo espaço da sede de campo da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira – as mais expressivas lideranças políticas sulmatogrossenses, entre as quais os pré-candidatos ao Governo: Cláudio Sertão (Podemos), governador Reinaldo Azambuja (PSDB), ex-governador André Puccinelli (MDB) e o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT).
Embora não sejam suficientes para garantir uma previsão infalível sobre o rumo que Chaves e o PSDB irão tomar na hora de selar as alianças eleitorais, existem detalhes e situações que fornecem algumas pistas na direção de diferentes alternativas. Senador está assinando a ficha de um partido cujo dirigente regional, desde 2015, é Wilton Acosta. Ele é presidente da Fundação do Trabalho (Funtrab-MS), um cargo de confiança do governo estadual. Assim, não seria ilógico deduzir que essa filiação tenha a mão do governante tucano. O PRB é também o partido que indicou a chefia da Defesa Civil Estadual.
Entretanto, a aparição político-partidária de Chaves que mais chamou a atenção até antes de sua filiação ao PRB foi em dezembro, durante evento de confraternização realizado pela direção do PDT. Na ocasião, mesmo sem confirmar compromisso com a legenda, o senador enalteceu a figura de Odilon e destacou a tradição democrática e nacionalista do trabalhismo brasileiro.
Para temperar mais esse caldo, na quarta-feira, 22, Odilon fez a seguinte declaração à imprensa: “Já estamos com as negociações bem encaminhadas para ter Pedro Chaves como candidato ao Senado na nossa chapa”. Nesse caso, os pedetistas teriam então dois nomes disputando as duas vagas senatoriais: Chaves e o ex-presidente da Associação dos criadores (Acrissul), Chico Maia.
CUIDADOS - Enquanto as especulações e análises prosperam, o experiente Chaves toma todo cuidado para não atravessar o próprio enredo. Quer, antes de tudo, instalar-se oficialmente na nova casa partidária e só então, em sintonia com os dirigentes do PRB, atuar nas conversações sobre alianças eleitorais. O seu ato de filiação foi desenhado para figurar entre os de maior repercussão no ano, com a estimativa de ao menos mil pessoas prestigiando e dezenas de nomes de ponta da vida publica.
Além dos pré-candidatos Odilon e Azambuja e dos ex-governadores Puccinelli e Zeca do PT, foram convidados para a festa todos os prefeitos e vereadores, os 11 congressistas, os 24 deputados estaduais e dirigentes partidários. De outros estados confirmaram presença os deputados federais Jonny Marcos (SE), João Campos (GO), Marcelo Squassoni (SP) e Marcos Pereira (ES), presidente nacional do PRB e ex-Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além do senador Eduardo Lopes (RJ).
Mais de 100 pessoas assinam a ficha do PRB juntamente com Pedro Chaves, num ato que marca o início da pré-campanha de filiados que concorrerão a cargos proporcionais, entre eles Wilson Acosta, que almeja uma vaga na Câmara dos Deputados. O partido vem crescendo no País, segundo Acosta. Sua bancada federal tem 24 deputados e agora um senador. Em Mato Grosso do Sul é representado em mandatos por 16 vereadores.
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