A menos de cinco meses do prazo final para escolha e registro de candidaturas, o mosaico de eventuais aspirantes ao cargo de presidente da Republica sinaliza uma das disputas mais pulverizadas da história.
Ao menos 15 homens e mulheres estão declaradamente em pré-campanha e ainda falta a definição de partidos de grande e média força, como o MDB, o PSDB, o PSD e o PPS.
Os nomes mais conhecidos ou com visibilidade assentada sobre suas intenções são: Lula (PT), Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), Manuela D´Ávila (PC do B) e Valéria Monteiro (PMN). Esta semana a lista aumenta com a confirmação das pré-candidaturas de Paulo Rabello de Castro (PSC) e Guilherme Boulos (PSOL).
O economista Rabello de Castro comunicou ao Palácio do Planalto que está deixando a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES) para dedicar-se ao projeto político. O professor, escritor e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MST) Guilherme de Castro Boulos é visto como possível e preferencial alternativa da esquerda na sucessão presidencial se Lula tiver seus direitos políticos suspensos. E a vice na chapa de Boulos será a índia Sônia Guajajara.
No rol das forças que ainda não decidiram quem lançar ou se vão disputar a sucessão encontram-se vários partidos. O PSDB está entre o prefeito paulistano João Dória Jr e o governador de São Paulo,Geraldo Alckmim. O MDB tem como sua melhor opção o presidente Michel Temer, que comporta-se como se não fosse pretendente mas deixa escapar que um eventual sucesso na economia pode fazê-lo mudar de ideia.
O PSD tem na manga uma carta com forte poder na esfera palaciana: o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele não esconde a possibilidade. O PPS chegou a ensaiar um voo com o senador Christovam Buarque. Não saiu do lugar, mas Buarque já reiterou sua disponibilidade. No caso do DEM, o nome da vez é o midiático presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. Ele, porém, dependeria de um ajuste hoje impraticável com as forças que compõem a base de sustentação do governo Temer.
Em princípio, duas candidaturas devem dominar as intenções de voto nesta fase de pré-campanha: Lula e Bolsonaro. Há um complicador muito complexo para Lula: o petista tem contra si uma sentença de prisão em segunda instância por crime de corrupção. O PT espera o julgamento dos recursos. Ainda que consiga avançar com sua candidatura até o início da campanha,
Lula sofre um brutal desgaste político e emocional. Ainda assim é ele quem vem liderando todas as pesquisas nacionais em quase todos os estados. Em seu encalço está o deputado federal Jair Bolsonaro, que alimenta a expectativa de ser adotado pelas forças conservadoras como a solução mais competitiva no caso de enfrentar o candidato do PT.
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