O estado de várias pontes de madeira em Coxim – que já era precário e foi agravado pelas fortes chuvas e o trânsito intenso – deixou apreensivos diversos deputados estaduais que acompanham a situação e cobram do Governo rapidez na restauração das estruturas.
Os deputados Júnior Mochi (MDB), presidente da Assembleia Legislativa; Cabo Almi (PT), Enelvo Felini (PSDB), Professor Rinaldo Modesto (PSDB) – líder do Governo - e Paulo Siufi (MDB) debateram os problemas que afetam quem depende dessas travessias e apontaram soluções. Cabo Almi defende imediata restauração ou a construção de pontes de concreto.
O petista levou à sessão um vídeo que recebeu de uma coxinense, mostrando a ponte que liga sua cidade à de Alcinópolis, na Curva da Rosa, onde um caminhão boiadeiro tombou e caiu no rio, sendo rebocado por tratores. “Onde está o dinheiro previsto pelo Fundersul para fazer pontes de concreto e trocar pelas de madeira?” – indagou Almi. “Os produtores estão fazendo o mesmo, eles rebocam sua produção pelo leito do rio”, comentou Almi, ao lembrar que pediu informações sobre quando as obras começam e terminam.
Mochi fez questão de descer da cadeira da presidência e ir ao microfone do plenário para endossar as preocupações e informar que nove pontes haviam caído durante as chuvas. Disse que o Governo do Estado abrirá processo licitatório de R$ 1 milhão no próximo dia 23 e fará parceria com o Município para restaurá-las. Sobre o vídeo apresentado por Almi, o emedebista disse tratar-se de uma das nove pontes que caíram. Esta passa sobre o Rio Figueira e nela já foi até registrado acidente com morte.
Conhecedor da região – foi prefeito de Coxim em dois mandatos -, Mochi disse que as pontes são vitais para as demandas econômicas e sociais de todo o Norte de Mato Grosso do Sul. Embora a responsabilidade pela ponte do Figueira seja do Município, Mochi disse que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) concluiu o projeto executivo e vai liberar mais R$ 250 mil em regime de emergência para completar as obras de recuperação.
DESEMPENHO – “Em três anos desta administração o governo estadual trocou mais de 120 pontes de madeira pelas de concreto, número maior do que o total executado durante os 40 anos de criação do Estado”, destacou Modesto. O líder governista enfatizou que com essas obras a região ganhou também outros benefícios, como a geração de emprego e renda e melhor suporte ao escoamento da produção.
Felini concordou e disse que, mesmo demorado, o processo licitatório dá transparência ao investimento e garante obras que começam e terminam dentro do cronograma. “Existe boa vontade do governador. Com parcerias ele já deve entregar as obras em Sidrolândia, por exemplo, na região de Capão Seco e assim beneficiar a população”.
A rapidez na entrega das providências é o que mais importa agora, ressalvou Siufi. Ele afirma que há coisas essenciais impossíveis de serem adiadas, como o escoamento da produção, o transporte dos estudantes e as intervenções de emergência em saúde. E foi incisivo ao concluir: “Não basta apenas trocar e recuperar as pontes. É fundamental que se tenha um sistema regular de manutenção com seu respectivo suporte financeiro, para que as populações não sofram mais com esses impactos”.
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