Durante fiscalização relativa à operação Bocaiúva, as equipes de Policiais Militares Ambientais estão conseguindo manter os papagaios nos ninhos por meio do monitoramento, ou pelo menos, prendendo os traficantes sem que tenham conseguido retirar grandes quantidades de filhotes.
Ao conhecer a forma de agir dos traficantes, principalmente de aliciamento de moradores, funcionários de fazendas, entre outros, para fazerem a retirada dos filhotes dos ninhos e depois comprarem, vários ninhos estão sendo monitorados e toda a região de tráfico está com equipes em trabalhos preventivos de bloqueios e nas propriedades e assentamentos rurais, espacialmente, nas proximidades das áreas de reserva florestais.
Além disso, Policiais do Setor de Inteligência monitoram traficantes que já foram presos em anos anteriores.
Na tarde de domingo, uma equipe de Policiais Militares Ambientais do Grupamento do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (PEVRI) recebeu informações do Setor de Inteligência, que monitorava ações de traficantes, versando sobre crime de tráfico de animais silvestres.
Os Policiais foram até o local indicado pela equipe de inteligência, uma residência, localizada na área rural, no município de Novo Horizonte do Sul e confirmaram a informação.
No local, os Policiais foram recebidos por dois homens, de 32 e 40 anos, este com duas prisões anteriores por tráfico de papagaios e por isso era monitorado, que negaram a existência de filhotes de papagaios no imóvel, porém, os Policiais avistaram uma caixa de papelão com furos muito parecida com as utilizadas por traficantes.
Na caixa foram encontrados 16 filhotes de animais silvestres das espécies Amazona aestiva, conhecida popularmente como papagaio-verdadeiro. Felizmente, os homens estavam sendo monitorados, pois a retirada de filhotes na região seria enorme pelos dois infratores.
Os infratores, residentes respectivamente em Ivinhema e Novo Horizonte do Sul, receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com os animais apreendidos, à Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema e responderão por crime ambiental.
Eles também foram autuados administrativamente e foram multados em R$ 80.000,00 cada um, perfazendo R$ 160.000,00.
Os filhotes estão sendo encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), de Campo Grande, onde permanecerão até uma possível reintrodução na natureza.

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