A chegada de uma frente fria e o aumento da umidade no Pantanal de Mato Grosso do Sul resultaram na extinção dos focos de incêndio na região, conforme informou o Corpo de Bombeiros nesta sexta-feira (9). No entanto, o fogo subterrâneo, conhecido como turfa, continua a preocupar os brigadistas que seguem monitorando e combatendo as áreas afetadas.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), não há focos de incêndio em Mato Grosso do Sul, enquanto no Pantanal mato-grossense, três pontos de calor ainda permanecem ativos. Em 2024, quase 1,5 milhão de hectares do bioma foram consumidos pelas chamas.
A frente fria que atingiu Mato Grosso do Sul na quinta-feira (8) trouxe uma queda brusca de temperatura, com os termômetros marcando entre 13ºC e 16ºC nesta sexta-feira. A umidade relativa do ar subiu para 60%, proporcionando alívio à região. No entanto, o fogo de turfa, um dos mais difíceis de combater devido à profundidade e à alta inflamabilidade do material orgânico, segue em vigilância constante pelos brigadistas.
Nas últimas 24 horas, as cidades de Aquidauana, Miranda e Corumbá, algumas das mais afetadas pelos incêndios, registraram acumulados de chuva de 39,6 mm, 13,2 mm e 25,4 mm, respectivamente. Nos próximos dias, as temperaturas podem cair ainda mais, com mínimas de até 5ºC no sul do estado, e os ventos devem se intensificar, atingindo rajadas superiores a 60 km/h.
O fogo de turfa é um desafio crescente, especialmente em regiões onde a vegetação acumulada no solo cria condições para incêndios subterrâneos persistentes. Estes incêndios são difíceis de controlar e podem durar semanas ou até meses, exigindo esforços contínuos de monitoramento e combate.
O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) emitiu um alerta sobre os possíveis impactos das baixas temperaturas e ventos fortes nos próximos dias, que podem afetar ainda mais o delicado equilíbrio climático da região.
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