Advogada defende reconstrução de vínculos familiares como alternativa ao litígio

Cibelly Nantes participou do podcast Elas Podem Mais e falou sobre separação, acordos e papel do advogado

06 AGO 2025 Por Mateus Adriano 17h29

A advogada Cibelly Nantes defendeu, nesta quarta-feira (6), o fortalecimento do diálogo e a reconstrução de vínculos como caminho para evitar litígios judiciais nas relações familiares. A declaração foi feita durante sua participação no podcast Elas Podem Mais, em bate-papo com Cláudia Costa.

Segundo ela, o fim de um relacionamento amoroso não encerra os laços familiares, principalmente quando há filhos. “O amor finda, mas a família não. Ela permanece. É um vínculo civil que continua existindo”, afirmou.

Para a advogada, é possível alcançar o “felizes para sempre” em novas formas de convivência, desde que haja mudança de mentalidade.

“Precisamos deixar de enxergar o processo de separação como campo de batalha e passar a vê-lo como uma oportunidade de reconstruir pontes”, disse.

Cibelly destacou que muitos comportamentos adotados durante conflitos familiares são repetição de padrões aprendidos na infância. “Muitas vezes, sem perceber, reproduzimos atitudes que juramos não repetir. O direito de família hoje oferece ferramentas eficazes para romper com isso”.

Ela ressaltou ainda que o papel do advogado vai além da representação técnica. “O advogado precisa ser uma ponte entre o litígio e a solução. É ele quem ouve o cliente, entende a realidade da família e propõe alternativas reais”, explicou.

Para a advogada, acordos extrajudiciais bem construídos são, muitas vezes, mais eficazes do que decisões impostas pela Justiça.

“Temos casos em que o juiz determina visitas em horários incompatíveis com a rotina da família, como pais que moram na zona rural tendo que buscar e devolver os filhos no mesmo dia, à noite. Isso é inviável”, alertou.

Cibelly afirmou que o foco deve ser sempre o bem-estar da criança. “O advogado deve buscar um acordo equilibrado que atenda à realidade da família e priorize o interesse dos menores, como determina o ordenamento jurídico”.

Assista ao podcast Elas Podem Mais na íntegra:

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