Uma fiscalização realizada em uma fazenda de Paraíso das Águas identificou 737 bovinos mantidos em condições de maus-tratos, com sinais de desnutrição, magreza extrema e ausência de alimentação adequada. Quatro animais foram encontrados mortos, em estado de inanição.
O caso foi constatado durante uma ação conjunta da Polícia Militar Ambiental, do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). O relatório da vistoria apontou que as pastagens estavam completamente degradadas, sem gramíneas, e que não havia oferta de feno, ração ou suplementos nutricionais.
Durante a fiscalização, o gerente da fazenda informou que a alimentação dos animais era fornecida em dias alternados, o que agravava o quadro de desnutrição. As equipes ambientais lavraram auto de infração e aplicaram multa de R$ 368,5 mil, valor correspondente a R$ 500 por animal vítima de maus-tratos.
O proprietário foi autuado por crime ambiental, com base no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, que prevê punição para atos de abuso, maus-tratos ou mutilação de animais. Os bovinos permaneceram sob a guarda do próprio autuado, na condição de fiel depositário, até decisão judicial definitiva.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acompanha o caso e instaurou inquérito civil para apurar as responsabilidades. O órgão requisitou documentos da propriedade e informações sobre a intenção do responsável em firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Caso não haja acordo, a Promotoria poderá propor ação civil pública para garantir reparação dos danos ambientais e responsabilização dos envolvidos.
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