Mato Grosso do Sul foi reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima como elegível para certificação e comercialização de 86 milhões de toneladas de carbono no bioma Cerrado. A aprovação ocorreu durante reunião da Comissão Nacional para REDD+ (Conaredd+), responsável por avaliar programas estaduais de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal.
Com o reconhecimento, o Estado passa a estar habilitado a captar recursos internacionais destinados à conservação de florestas e à redução de gases de efeito estufa. A decisão reconhece a capacidade técnica e institucional de Mato Grosso do Sul para conduzir o programa jurisdicional de REDD+, alinhado à Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, a decisão “reconhece a capacidade técnica, jurídica e institucional do Governo do Estado para coordenar o programa de REDD+ em Mato Grosso do Sul”.
O próximo passo será o chamamento público para parceria e o início do processo de verificação e certificação dos créditos de carbono. O secretário adjunto da Semadesc, Artur Falcette, afirmou que o potencial financeiro do Estado com os créditos pode chegar a R$ 1 bilhão.
A proposta foi apresentada pelo engenheiro florestal Fábio Bolzan, durante a 6ª Reunião Ordinária da Conaredd+. O projeto é resultado de mais de um ano de trabalho técnico conduzido pela Semadesc, com apoio do Earth Innovation Institute.
A resolução oficial será publicada nos próximos dias pelo Ministério do Meio Ambiente. Além de Mato Grosso do Sul, o estado de Goiás também teve sua elegibilidade aprovada.
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