Doutora em Ciências da Comunicação fala sobre educação midiática no Ronda do MS

Entrevista com Lisa Rodrigues abordou a importância da formação crítica dos estudantes e os desafios da era digital nas escolas brasileiras

06 NOV 2025 Por Redação Jota FM 18h40

A doutora em Ciências da Comunicação pela USP, Lisa Rodrigues, foi a entrevistada desta quinta-feira (6) no jornal Ronda do MS, onde falou sobre educação midiática e os impactos da digitalização no ensino. A pesquisadora destacou que o tema ganha relevância nacional com a inclusão obrigatória da educação digital e midiática no currículo das escolas de educação básica e ensino médio a partir de 2026.

Lisa explicou que o avanço tecnológico e a pandemia de Covid-19 aceleraram o debate sobre o tema, mostrando a necessidade de preparar estudantes e professores para lidar com o ambiente digital. Segundo ela, a comunicação é um direito humano fundamental e deve ser ensinada como parte da formação cidadã e democrática.

“A partir de 2026, a educação midiática passa a ser obrigatória no currículo escolar, segundo o Conselho Nacional de Educação. Isso representa um passo importante para formar jovens mais críticos e conscientes sobre o que consomem e produzem na mídia”, afirmou.

A pesquisadora destacou que a educomunicação — campo no qual se especializou — surgiu na América Latina como um movimento social pelo direito à voz e à expressão. “A educomunicação vem dessa luta para que o cidadão possa se comunicar e ser ouvido. É uma prática que amplia vozes e promove o diálogo dentro das comunidades”, explicou.

Lisa diferenciou os dois conceitos, afirmando que a educação midiática é uma vertente mais específica da educomunicação. “A educação midiática desenvolve competências de leitura crítica. Ensina o estudante a questionar se o conteúdo é real, a reconhecer fontes confiáveis e a construir argumentos de forma responsável”, completou.

Durante a entrevista, ela também abordou o impacto das fake news e da desinformação, alertando para a necessidade de uma educação voltada à verificação de fatos.

“A desinformação é uma falsa informação criada com a intenção de enganar. É preciso ensinar os jovens a pesquisar em fontes oficiais e entender que eles são responsáveis pelo que compartilham”, disse.

Ao encerrar, Lisa ressaltou que Mato Grosso do Sul ainda pode avançar nesse campo, defendendo políticas públicas voltadas à alfabetização midiática.

“O Estado tem potencial para ampliar ações nesse sentido. A educação midiática é fundamental e deve caminhar junto com o uso responsável da inteligência artificial”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

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