Estudo aponta que 96% dos municípios de MS têm destinação adequada de lixo

Audiência pública apresentou proposta de regionalização dos serviços de manejo e abriu consulta para contribuições até 24 de novembro

08 NOV 2025 Por Redação Jota FM 10h30

Mato Grosso do Sul tem 76 dos 79 municípios com destinação ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos, o que representa 96,2% do total. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (7) durante audiência pública sobre a regionalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos, realizada em Campo Grande.

O levantamento mostra que o Estado cobre 65% do volume total de resíduos gerados, índice superior à média nacional. O estudo técnico foi elaborado pela EnvEx Engenharia e Consultoria, contratado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) em parceria com o Ministério das Cidades e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Mato Grosso do Sul é um dos quatro estados que recebem assistência técnica federal para a modelagem da prestação regionalizada dos serviços de resíduos sólidos, conforme determina o Marco Legal do Saneamento Básico.

A legislação exige que cada estado institua, até 31 de dezembro de 2025, uma lei complementar de regionalização e estruturas de governança. O não cumprimento pode impedir o repasse de recursos federais para investimentos em aterros e saneamento.

A proposta apresentada sugere a criação de uma microrregião estadual única, com unidades sub-regionais de gestão responsáveis por integrar e organizar os serviços de manejo de resíduos. O formato busca reduzir custos, otimizar a logística e ampliar a cobertura para os quatro municípios que ainda não dispõem de destinação adequada.

Segundo o estudo, Mato Grosso do Sul produz cerca de 734 mil toneladas de resíduos por ano e tem 2,7 milhões de habitantes, sendo 12% em áreas rurais. O documento aponta que arranjos intermunicipais e estações de transbordo são alternativas viáveis para garantir escala e sustentabilidade econômica em regiões de baixa densidade populacional.

A proposta ficará em consulta pública até 24 de novembro, para receber contribuições de gestores, entidades e da sociedade civil. Após a etapa de consulta, o texto deve embasar o projeto de lei complementar que formalizará o modelo de regionalização em Mato Grosso do Sul.

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