O dia 16 de novembro, marcado como Dia do Não Fumar, é um momento de conscientização sobre os graves danos causados pelo tabaco e a necessidade de prevenir o início do uso, além de incentivar fumantes a buscar ajuda para abandonar o vício.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é responsável por:
71% das mortes por câncer de pulmão,
42% das doenças respiratórias crônicas,
10% das doenças cardiovasculares,
além de aumentar o risco de infecções como tuberculose.
A projeção é de que, em 2030, o tabaco cause cerca de 8 milhões de mortes no mundo.
O tabagismo é uma doença crônica e epidêmica, incluída na CID-10, resultante da dependência da nicotina — substância que age rapidamente no cérebro e gera sensação de prazer, tolerância e forte compulsão. A OMS destaca que o tabaco é a principal causa de morte evitável globalmente.
O tabaco e a dependência
A dependência é identificada quando a pessoa apresenta critérios como:
fissura, dificuldade de controlar o uso, abstinência, tolerância, abandono de outras atividades, persistência apesar dos danos e dedicação excessiva à substância.
Controle e tratamento no Brasil
Desde 1989, o Brasil desenvolve o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), coordenado pelo INCA. O objetivo é reduzir o número de fumantes por meio de ações educativas, políticas públicas, combate ao fumo passivo e oferta de tratamento.
No SUS, o tratamento inclui:
aconselhamento terapêutico estruturado,
terapia cognitivo-comportamental,
medicamentos como reposição de nicotina (adesivo, goma e pastilha) e bupropiona.
O acompanhamento dura 12 meses e é feito nas Unidades Básicas de Saúde.
Tabagismo e Covid-19
A pandemia reforçou a preocupação: estudos indicam que fumantes são mais vulneráveis à infecção e podem desenvolver formas mais graves da Covid-19, já que o tabaco prejudica a imunidade e favorece inflamações.
A data reforça a importância de alertar a população e incentivar a cessação do tabagismo, principalmente entre jovens e adultos.
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