24 de Novembro celebra o Dia do Quadro Auxiliar de Oficiais do Exército Brasileiro

Data homenageia o patrono Tenente Antônio João Ribeiro e destaca a importância dos militares que integram o QAO

24 NOV 2025 Por Nilda Telles 04h00

O Dia do Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO) do Exército Brasileiro é comemorado em 24 de novembro, data escolhida em homenagem ao nascimento de seu patrono, o Tenente Antônio João Ribeiro, figura histórica e símbolo de bravura da Força Terrestre.

Criado pelo Decreto Presidencial nº 84.333, de 20 de dezembro de 1979, o QAO reconhece as praças que se destacam ao longo de suas carreiras pela dedicação, disciplina e compromisso com a pátria. O ingresso é destinado a Sargentos e Subtenentes, mediante critérios de merecimento.

O que faz um integrante do QAO

Os militares do Quadro Auxiliar de Oficiais atuam em diversas áreas essenciais dentro da estrutura militar, entre elas:

Administração Geral

Saúde

Material Bélico

Topografia

Música

Graças à experiência acumulada na carreira, podem assumir funções de grande responsabilidade, como:

Comandante de Contingente

Auxiliar de Estado-Maior

Delegado de Serviço Militar

Mestre de Banda de Música

Chefe de Seções de Manutenção

Membro de equipes de topografia

Auxiliar administrativo em hospitais e unidades de saúde do Exército

O patrono: Tenente Antônio João Ribeiro

Nascido em 24 de novembro de 1823, na Vila de Poconé (MT), Antônio João Ribeiro iniciou sua vida militar em 1841, como soldado do Batalhão de Caçadores, em Cuiabá. Ao longo dos anos, demonstrou extremo comprometimento, alcançando o posto de Segundo Tenente em 1860.

Sua trajetória heroica ficou marcada na Guerra da Tríplice Aliança. Em 28 de dezembro de 1864, como comandante da Colônia Militar de Dourados, recebeu a notícia de que tropas inimigas, em grande número, avançavam sobre a região. Preocupado com a população local, ordenou a evacuação dos moradores e decidiu resistir ao ataque, mesmo com uma força significativamente menor.

Na ocasião, pronunciou a célebre frase:

“Sem ordem do governo imperial não me renderei de forma nenhuma. [...] Eu sei que morro, mas o meu sangue, e os de meus camaradas, servirão de protesto solene contra a invasão do solo de minha pátria.”

Com apenas 13 homens, enfrentou o ataque de 365 inimigos, sendo morto em combate. Seu ato de coragem tornou-se símbolo de patriotismo e fidelidade ao dever militar.

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