O Conselho de Controle Ambiental (Ceca) aprovou por unanimidade a Licença Prévia para a construção da nova fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (5), durante reunião virtual presidida pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Jaime Verruck.
Com a Licença Prévia, estão autorizados os projetos de localização e concepção da unidade. O investimento previsto é de R$ 16 bilhões. A implantação deve gerar 12 mil empregos e a operação, outros 2 mil. A capacidade estimada é de até 2,92 milhões de toneladas de celulose kraft por ano na Composição A, e 2,6 milhões de toneladas anuais de kraft e celulose solúvel na Composição B.
A planta consumirá 12 milhões de metros cúbicos de eucalipto por ano e prevê sistemas de cogeração elétrica com capacidade de 462 MW.
A fábrica será instalada às margens da BR-267, a cerca de nove quilômetros do centro de Bataguassu. Municípios como Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas também devem ser diretamente impactados, já que atuarão como fornecedores de matéria-prima.
O parecer técnico do Imasul, emitido em outubro, embasou o voto favorável da conselheira Bruna Feitosa Beltrão Novaes, da Assomasul. O estudo ambiental do empreendimento soma 8.651 páginas e incluiu audiência pública presencial realizada em maio, além de todos os trâmites legais exigidos para empreendimentos de grande porte.
O projeto será a sexta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul e terá um diferencial: será a única do Estado a produzir celulose solúvel, usada na fabricação de tecidos e outros produtos. Para Verruck, essa característica abre uma nova frente econômica dentro da cadeia do setor.
O Imasul deve analisar a Licença de Instalação até o fim de fevereiro. Após essa etapa, começam as obras. Até lá, o órgão e a população de Bataguassu devem construir o Plano Básico Ambiental (PBA), que definirá as estruturas sociais necessárias para acompanhar o avanço do empreendimento.
O estudo ambiental lista 26 programas obrigatórios para mitigar impactos, incluindo monitoramento de água, fauna, flora, emissões atmosféricas, resíduos sólidos, ruído, riscos ambientais e controle de processos erosivos. A empresa também terá planos específicos para comunicação social, educação ambiental, saúde do trabalhador, tráfego e ações emergenciais.
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