MS reduz gravidez na adolescência e contraria tendência nacional, aponta sistema oficial

Índice caiu de 14,92% para 12,65% entre 2022 e 2025, enquanto o Brasil registrou alta; ampliação de contraceptivos de longa duração é apontada como fator central

24 DEZ 2025 Por Redação Jota FM 10h00

Mato Grosso do Sul encerra 2025 com queda na gravidez na adolescência, mantendo uma tendência observada há uma década no Estado. Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos mostram redução de 14,92% para 12,65% entre 2022 e 2025.

O resultado ganha relevância ao contrastar com o cenário nacional. No mesmo período, o Brasil registrou aumento de 3,87%, enquanto o Estado reduziu o índice em 1,54%.

A Secretaria de Estado de Saúde relaciona a queda à ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração. A política de compra e oferta desses métodos é financiada pelo Estado desde 2009.

A coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES afirma que o acesso gratuito aos métodos tem impacto direto no indicador. Segundo ela, a oferta reduz a ocorrência de gestações não planejadas entre adolescentes.

Em 2025, o Estado intensificou a implantação dos contraceptivos na rede pública. Oficinas presenciais capacitaram equipes em Nova Andradina, Campo Grande e Costa Rica para inserção de DIU e implantes.

A SES também ampliou ações educativas voltadas à saúde sexual e reprodutiva. Nove oficinas territoriais do projeto Educar para Transformar foram realizadas, além de uma webaula estadual com participação dos 79 municípios.

As atividades priorizaram orientação e acolhimento, com foco na prevenção da gravidez e do HPV. A estratégia busca reduzir barreiras de acesso à informação entre adolescentes.

Os números indicam queda sustentada ao longo dos anos. Entre 2015 e 2025, os nascidos vivos de mães entre 15 e 19 anos passaram de 8.315 para 2.861.

Entre meninas com menos de 15 anos, a redução foi de 514 para 171 no mesmo período. Apesar do avanço, a SES avalia que o tema exige acompanhamento contínuo.

A secretaria informou que deve manter a capacitação das equipes e ampliar a oferta dos métodos em todos os municípios. O objetivo é consolidar a prevenção e reduzir desigualdades no acesso aos serviços.

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