MS registra mais de 2 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Boletim da Secretaria de Saúde aponta aumento de casos e confirma dez mortes pela doença em diferentes municípios, além de registrar mais de 4 mil notificações prováveis

12 ABR 2026 Por Redação Jota FM 14h00

A Secretaria de Estado de Saúde divulgou, nesta sexta-feira (10), novo boletim epidemiológico com dados atualizados sobre chikungunya em Mato Grosso do Sul. O estado soma 4.281 casos prováveis da doença em 2026. Desse total, 2.102 já foram confirmados no sistema oficial de notificações.

O levantamento também confirma dez mortes provocadas pela doença em municípios do interior. Os óbitos ocorreram em Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Parte das vítimas apresentava comorbidades associadas.

O boletim ainda registra a ocorrência de casos em gestantes ao longo do ano. Ao todo, 43 confirmações foram identificadas nesse público. A condição exige acompanhamento específico por conta dos riscos envolvidos.

Os dados correspondem à 13ª semana epidemiológica do ano. O monitoramento é realizado por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. As informações orientam as ações de vigilância e resposta no Estado.

Em relação à dengue, o cenário apresenta números menores até o momento. Mato Grosso do Sul contabiliza 2.793 casos prováveis da doença. Desses, 454 foram confirmados.

Não há registro de mortes por dengue neste ano. Também não existem óbitos em investigação relacionados à doença. O cenário indica estabilidade nos indicadores mais graves.

Nos últimos 14 dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência de casos confirmados. Entre eles estão Corumbá, Amambai, Maracaju, Sidrolândia e Três Lagoas. A classificação considera o número de registros recentes por localidade.

A vacinação contra a dengue segue em andamento no Estado. Mais de 223 mil doses já foram aplicadas na população-alvo. O total recebido do Ministério da Saúde ultrapassa 241 mil unidades.

O esquema vacinal prevê duas aplicações com intervalo de três meses. A imunização é direcionada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. A faixa etária concentra maior número de internações relacionadas à doença.

A Secretaria de Estado de Saúde orienta a população a procurar atendimento ao apresentar sintomas. A recomendação também inclui evitar o uso de medicamentos por conta própria. O diagnóstico precoce contribui para reduzir complicações.

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