Corpo de vítima de homicídio segue no IML por falta de identificação oficial

Homem morreu após ser agredido a pauladas no distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante

13 MAR 2026 Por Deni Silva 14h22

O corpo de Valdir Aparecido Vieira, de 57 anos, continua no Instituto Médico Legal (IML) de Dourados aguardando identificação oficial para ser liberado aos familiares

A vítima morreu na tarde da última sexta-feira (6), após ser internada no hospital da Vida, depois de sofrer agressões durante a madrugada no distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante.

Após o óbito ser confirmado, o corpo foi encaminhado ao IML para exames de necropsia e posteriormente liberado para velório e sepultamento. No entanto, a liberação não foi possível porque não foi apresentado documento oficial de identificação da vítima.

Segundo as autoridades, para que o corpo seja liberado é necessário a apresentação de um documento oficial ou a confirmação da identidade por meio de exame de DNA realizado com familiar próximo.

Conforme informações apuradas pela Polícia Civil, Valdir morava no distrito de Prudêncio Thomaz, mas não possui familiares próximos no município. Uma enteada reside no próprio distrito e outro familiar mora em Dourados. Até o momento, a identificação da vítima foi baseada apenas em depoimentos prestados na delegacia.

A polícia segue tentando localizar familiares ou algum documento oficial que confirme a identidade da vítima para que o corpo possa ser liberado.

O crime:

Valdir Aparecido Vieira foi agredido com pauladas na madrugada de sexta-feira (6), nas proximidades de um bar no distrito de Prudêncio Thomaz. Gravemente ferido, com golpes principalmente na região da cabeça, ele foi socorrido por uma ambulância da Secretaria Municipal de Saúde e levado inicialmente ao hospital local.

Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para o hospital da Vida, em Dourados, onde acabou não resistindo e morreu no mesmo dia.

O acusado do crime, identificado como Romário, foi preso em flagrante. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva, sendo encaminhado para a penitenciária de Rio Brilhante.

De acordo com registros policiais, este foi o quarto homicídio registrado em Rio Brilhante nos três primeiros meses de 2026, todos com autoria já esclarecida pelas autoridades.

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