A violência contra a mulher foi o tema da Entrevista do Dia do Jornal Ronda da Cidade na Jota fm 98.1 Piravevê Ivinhema, nesta segunda-feira (24).
A conversa contou com a participação da advogada Edina Regina, que também atuou por mais de 20 anos como escrivã da Polícia Civil.
O assunto ganha ainda mais relevância em 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. A Lei nº 11.340 foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e se tornou um dos principais instrumentos legais brasileiros de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Durante a entrevista, Edina falou sobre as transformações ocorridas ao longo dessas duas décadas, os mecanismos de proteção disponíveis atualmente e a importância de a mulher conhecer seus direitos e buscar ajuda diante de uma situação de violência.
Violência não é somente agressão física:
Um dos pontos destacados durante a conversa foi a necessidade de reconhecer que a violência doméstica pode se manifestar de diferentes formas.
Além da agressão física, existem situações de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral, que muitas vezes começam de maneira silenciosa e podem se agravar ao longo do tempo.
Controle excessivo, ameaças, humilhações, isolamento, perseguição, destruição de objetos, controle financeiro e outras atitudes podem ser sinais de uma relação abusiva e precisam ser levados a sério.
A entrevista também abordou a preocupação com os casos de feminicídio e a importância de reconhecer os sinais de escalada da violência antes que a situação chegue a um desfecho ainda mais grave.
Medidas de proteção:
A conversa também tratou dos caminhos que podem ser buscados por mulheres que estejam sofrendo ameaças ou violência dentro de casa.
A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção e atendimento, além da atuação integrada de diferentes órgãos da rede de proteção.
A orientação é que a mulher não enfrente uma situação de violência sozinha. Familiares, amigos e pessoas próximas também podem ter um papel importante ao perceber sinais de violência e ajudar na busca por atendimento.
Informação também é proteção
Com sua experiência profissional tanto na Polícia Civil quanto na área jurídica, Edina destacou a importância de ampliar o acesso à informação para que as mulheres conheçam seus direitos e saibam onde procurar ajuda.
A principal mensagem deixada durante a entrevista é que a violência contra a mulher não deve ser tratada como um problema privado ou familiar. É uma questão de segurança, direitos humanos, justiça e proteção.
Onde buscar ajuda
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço presta orientações sobre direitos, informa os serviços disponíveis na rede de atendimento e também recebe e encaminha denúncias.
Ligue 180: telefone gratuito, 24 horas.
WhatsApp: (61) 9610-0180.
E-mail: [email protected].
Em uma situação de emergência ou risco imediato, a orientação oficial é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Também é possível buscar atendimento junto às delegacias, serviços especializados de atendimento à mulher, Defensoria Pública, Ministério Público e demais integrantes da rede de proteção.
Um recado para toda a sociedade
A Entrevista do Dia reforçou que combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade.
Não se cale diante da violência. Não ignore sinais de agressão. Procure ajuda e ajude quem precisa.
Porque informação, acolhimento e uma rede de proteção preparada podem fazer a diferença para interromper um ciclo de violência e preservar vidas.

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