Polícia Militar impede nova tentativa de invasão do MST em área da Jotapar em Sidrolândia

Terceira tentativa de invasão à fazenda do grupo Jotapar é contida pela Polícia Militar; empresa rebate acusações do MST e destaca decisão judicial que garante a posse da área.

30 ABR 2025 Por Evandro Silva 12h29

Mais uma tentativa de invasão a propriedades rurais no distrito do Quebra Coco, em Sidrolândia, foi frustrada pelas forças de segurança. Na manhã desta segunda-feira (28), grupos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se mobilizaram para ocupar uma área pertencente ao grupo Jotapar. No entanto, a rápida ação da Polícia Militar impediu a invasão e garantiu a manutenção da ordem.

Ao notarem a movimentação incomum na região, moradores acionaram a Polícia Militar de Sidrolândia, que organizou uma força-tarefa com apoio de Campo Grande. Ao todo, cinquenta policiais e vinte viaturas foram mobilizados para conter a ação. A operação foi bem-sucedida e não houve registro de confrontos.

Segundo o comando da Polícia Militar, a corporação permanece vigilante e atuará sempre que necessário para impedir crimes como invasões e turbações em propriedades privadas. "Estamos comprometidos com a manutenção da paz e da segurança nas áreas rurais de Mato Grosso do Sul", afirmou o porta-voz da corporação. Produtores rurais da região agradeceram à PM pela agilidade e eficiência na resposta.

A tentativa de ocupação ocorre em meio a protestos organizados pelo MST, que bloqueou trechos da rodovia BR-060 nas proximidades do Trevo do Capão Seco. Durante as manifestações, um dos líderes do movimento alegou que a Jotapar possui uma dívida superior a R$ 300 milhões com a União e defendeu a destinação da área à reforma agrária, o que, segundo ele, beneficiaria cerca de 600 famílias.

Em nota, a assessoria do grupo Jotapar contestou as alegações, afirmando que a narrativa do movimento omite informações cruciais. A empresa sustenta que, na verdade, é credora da União em aproximadamente R$ 3 bilhões, conforme processo judicial nº 0001447-06.1990, o que reverteria o saldo apresentado pelos manifestantes.

“Essa informação, propositalmente negligenciada no debate público, revela que a relação entre a empresa e o governo é muito mais complexa do que o discurso simplista das manifestações”, destacou a nota da empresa. A Jotapar ainda ressaltou que mantém suas atividades em alta produtividade, cumprindo com sua função social e que a posse da área já é objeto de decisão judicial favorável à empresa.

Com base no Interdito Proibitório nº 0802525-68.2023, a Justiça determinou a imediata desocupação da área e proibiu qualquer ação que interfira na posse do imóvel. A decisão prevê multa aos envolvidos, incluindo os líderes do movimento, caso a ordem seja descumprida.

“A insistência em ignorar decisões judiciais e utilizar bloqueios de rodovias como forma de pressão prejudica toda a coletividade. Reivindicações legítimas devem ser feitas dentro da legalidade e com respeito ao Estado de Direito”, finaliza a nota da Jotapar.

Esta é a terceira tentativa de invasão registrada na propriedade da empresa na região do Quebra Coco. Em todas as ocasiões, a Polícia Militar atuou prontamente para preservar a ordem e garantir o direito à propriedade.

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