Além do tráfico pelas estradas e fronteiras, a Denar também intensificou o combate ao envio de drogas pelos Correios. A informação foi confirmada em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (21).
Segundo o delegado Hoffman D’Avila, o método tem sido usado tanto para remessas interestaduais de grandes quantidades de maconha quanto para o envio de drogas mais sofisticadas, como o dry ou ice, uma variação do haxixe conhecida como “droga dos playboys” pelo alto valor de mercado.
“Essa prática vem crescendo, infelizmente. Temos uma parceria ativa com o setor de inteligência dos Correios e das transportadoras para antecipar esses crimes. Recentemente apreendemos 100 kg de maconha que seriam enviados de Campo Grande para São Paulo, escondidos em caixas que simulavam equipamentos eletrônicos”, relatou.
O delegado explicou que o perfil dos traficantes é variado, mas, no caso do dry, o produto tem um público-alvo específico.
“É uma droga cara, o quilo pode chegar a R$ 18 mil e o grama custa até R$ 500. Não é para qualquer um. Por isso é conhecida como droga dos playboys”, afirmou.
Apesar do crescimento desse tipo de crime, D’Avila garantiu que as apreensões não representam um obstáculo.
“As forças policiais já mapearam esse modus operandi. Seguimos reforçando as investigações e buscando, junto aos Correios, mecanismos para dificultar a postagem desse tipo de mercadoria, exigindo mais informações de quem remete as encomendas”, destacou.
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