Polícia conclui que facção criminosa ordenou homicídio ocorrido em Coxim

Investigação identificou estrutura hierárquica e divisão de tarefas no assassinato de homem de 40 anos; sete pessoas foram presas e duas executoras vieram de outra cidade para cometer o crime

29 JUL 2025 Por Redação Jota FM 14h21

A Polícia Civil concluiu que o assassinato de um homem de 40 anos, ocorrido em Coxim na noite do último sábado (26), foi ordenado por uma facção criminosa que atua em Mato Grosso do Sul.

Sete pessoas foram presas pela participação no crime e por envolvimento com organização criminosa. Duas delas são apontadas como executoras da vítima e vieram de Rio Verde de Mato Grosso para cumprir a ordem.

A vítima foi morta a tiros em via pública, e no local foram recolhidas cápsulas de pistola 9 mm — mesma munição utilizada em outras execuções recentes na região.

O homem já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio no início deste ano, na mesma rua onde foi morto. Outro alvo daquele atentado foi executado em junho, também com as mesmas características.

Com base em diligências e informações obtidas por meio de inteligência, policiais civis e militares localizaram uma residência usada como base pela facção.

Nela estariam integrantes responsáveis pela articulação do crime, fornecimento da arma, da moto usada na fuga e pelo planejamento da execução.

As investigações revelaram uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação hierarquizada. Um homem de 21 anos seria o responsável pelo comando das ações em Coxim, além de ter fornecido os instrumentos utilizados no homicídio.

Outros dois homens, de 21 e 28 anos, foram apontados como os executores, embora um deles tenha desistido da missão antes da ação, sendo substituído por outro integrante.

Também foram identificados participantes com funções específicas, como resgate e ocultação da arma de fogo e recuperação da motocicleta utilizada na fuga.

Além dos aparelhos celulares dos envolvidos, a polícia recuperou o celular da vítima, que havia desaparecido.

O inquérito foi encaminhado ao Judiciário com pedido de prisão preventiva dos suspeitos. A investigação continua para localizar a arma usada no crime, identificar outros envolvidos e apurar possíveis ligações com outras execuções.

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