O investigado preso durante a segunda fase da Operação Cyber Fake, em Itaquiraí, já aplicava golpes virtuais desde 2016 e chegou a ter como vítima uma adolescente de 16 anos.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a jovem foi obrigada a vender bens para pagar cerca de R$ 1 mil ao suspeito.
A operação revelou um esquema de extorsão digital sofisticado e persistente. O autor criava perfis falsos em redes sociais, simulava ameaças de vazamento de conteúdos íntimos e se apresentava como “especialista em segurança digital”.
Após conquistar a confiança das vítimas, oferecia serviços de “proteção”, cobrando valores elevados para “remover conteúdos da internet” ou “blindar perfis contra ataques”. Na prática, ele mesmo era o responsável pelas ameaças e mantinha o ciclo de extorsão, mesmo depois dos pagamentos.
Em um dos casos mais recentes, uma vítima foi coagida a pagar R$ 16,8 mil por diferentes pacotes de proteção e exclusão de mídias íntimas. Ainda assim, as ameaças continuaram, evidenciando o caráter fraudulento do esquema.
A investigação identificou perfis falsos usados pelo suspeito, entre eles “Roni Godoi”, “thiagooo_coutinho”, “cr.andromeda”, “Wesley Lopes” e “Gabriel”.
O MPMS aponta que havia uso de engenharia social, ocultação de identidade e armazenamento de material sensível para manter as vítimas sob pressão.
A ação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Itaquiraí em conjunto com a Unidade de Combate aos Crimes Cibernéticos (UICC/CI). O MPMS afirma que o objetivo é responsabilizar o autor e proteger possíveis novas vítimas de crimes digitais
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