Justiça condena 16 réus da Operação Snow a 145 anos de prisão

Sentença da 3ª Vara Criminal de Campo Grande também aplicou multas superiores a R$ 199 mil e determinou perda de cargo de policial civil envolvido no esquema

30 SET 2025 Por Redação Jota FM 13h43

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou 16 réus da Operação Snow a penas que somam 145 anos de prisão. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (29) pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Também foram aplicadas multas penais que ultrapassam R$ 199 mil.

Os condenados foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Gaeco, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o grupo atuava ao menos desde 2021 em Ponta Porã e Campo Grande, com distribuição de cocaína que partia da fronteira para a Capital e outros estados.

A estrutura criminosa contava com divisão de tarefas e apoio de policiais civis, que chegaram a usar viaturas oficiais para transportar entorpecentes. As provas reunidas no processo incluem vídeos que flagraram o transporte. No total, mais de duas toneladas de cocaína foram apreendidas.

Entre os réus, o líder empresarial recebeu a maior pena: 23 anos e nove meses de reclusão. Um policial civil foi condenado a 13 anos e cinco meses, perda do cargo público e pagamento de 950 dias-multa.

A sentença determinou que todos os condenados cumpram a pena inicialmente em regime fechado. Os pedidos de substituição por restritivas de direitos e de suspensão condicional da pena foram negados. A maioria não poderá recorrer em liberdade, exceto os que já estavam soltos ou possuem medidas cautelares.

O processo foi desmembrado em relação a três réus, entre eles um policial civil. Outros dois acusados foram absolvidos.

A Operação Snow foi deflagrada em duas fases. A primeira, em março de 2024, cumpriu 21 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão. A segunda, em janeiro de 2025, resultou em novas prisões e identificou a participação de advogados, além da confirmação do caráter violento da organização.

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