Polícia intercepta envio de medicamento abortivo proibido pelos Correios

Remessa de misoprostol foi monitorada pela Polícia Civil após alerta e apreendida no momento da entrega; caso é tratado como conduta preparatória, sem configuração de flagrante

21 JAN 2026 Por Redação Jota FM 18h16

A Polícia Civil apreendeu, na manhã desta quarta-feira (21), um medicamento abortivo enviado de forma irregular pelos Correios para Chapadão do Sul. A ação foi conduzida por investigadores da delegacia do município após alerta sobre a remessa do produto, cuja comercialização é proibida no país fora das hipóteses legais.

O medicamento apreendido é o misoprostol, conhecido comercialmente como Cytotec, substância de uso restrito no Brasil. O envio foi identificado antes da entrega e passou a ser acompanhado pelo Setor de Investigações Gerais.

Com o monitoramento da encomenda, os policiais realizaram diligências no endereço de destino e aguardaram a finalização da entrega. Logo após o recebimento, foi feita a abordagem e a apreensão do material.

Segundo a Polícia Civil, não houve utilização nem ingestão do medicamento, nem início de qualquer procedimento relacionado ao seu uso. A conduta foi classificada como fase preparatória, o que afastou a configuração de flagrante delito no momento da ação.

A pessoa envolvida foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos e o caso segue sob apuração. O material apreendido foi recolhido para as providências legais cabíveis.

A investigação teve início a partir de troca de informações entre instituições policiais, que apontaram o envio irregular do produto por meio do serviço postal. A atuação visou impedir a circulação da substância antes que houvesse qualquer risco imediato.

O misoprostol é um medicamento de controle especial, cujo uso sem acompanhamento médico pode causar graves complicações à saúde. A legislação brasileira restringe a comercialização e a posse, salvo em situações específicas previstas em lei.

A Polícia Civil informou que a aquisição, o envio ou o recebimento do medicamento fora das hipóteses legais pode configurar crime. As apurações buscam identificar a origem da remessa e eventuais responsáveis pela distribuição.

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