Quadrilha usava caminhões frigoríficos para distribuir eletrônicos contrabandeados pelo país

Grupo escondia milhares de aparelhos em compartimentos clandestinos e abastecia grandes centros a partir de rotas que passam por Mato Grosso do Sul

28 JAN 2026 Por Redação Jota FM 17h03

Uma organização criminosa utilizava caminhões frigoríficos carregados com carne para esconder cargas milionárias de eletrônicos trazidos ilegalmente ao Brasil. O esquema foi revelado a partir de investigações que apontam a atuação estruturada do grupo na importação fraudulenta e na distribuição de mercadorias estrangeiras sem documentação fiscal. A logística tinha como base a dissimulação dos produtos em cargas lícitas.

As apurações indicam que os criminosos abasteciam grandes centros urbanos do país com aparelhos introduzidos irregularmente no território nacional. O transporte ocorria por meio de veículos adaptados com compartimentos ocultos. A estratégia dificultava a fiscalização nas rodovias e postos de controle.

A investigação começou após a apreensão de cerca de sete mil aparelhos eletrônicos avaliados em aproximadamente R$ 7 milhões. A carga estava escondida em um fundo falso de um caminhão frigorífico que transportava carne. A abordagem foi realizada pela Polícia Civil durante fiscalização de rotina.

Com base nesse flagrante, a Polícia Federal identificou conexões entre motoristas, intermediários e responsáveis pela logística. Os investigadores apontam que o grupo atuava de forma permanente e organizada. A estrutura incluía funções definidas para transporte, armazenamento e distribuição.

Nesta quarta-feira (28), equipes cumpriram nove mandados de busca e apreensão relacionados ao esquema. As ordens judiciais atingiram endereços em Dourados, no Mato Grosso do Sul, além de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Trindade, em Goiás. A ação contou com apoio da Receita Federal.

Segundo a Polícia Federal, as diligências buscam coletar documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que ajudem a mapear toda a cadeia criminosa. A apuração também pretende identificar eventuais crimes associados ao contrabando e ao descaminho. Novos alvos não estão descartados.

As investigações seguem em andamento para individualizar responsabilidades e dimensionar o volume real de mercadorias movimentadas. A PF ainda não informou o número de suspeitos formalmente identificados. O caso tramita sob sigilo parcial.

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