Tabata Amaral defende plano nacional de educação com metas cobradas anualmente

Deputada está em Campo Grande ao lado de Dagoberto Nogueira para audiência pública sobre novo PNE e diz que plano deve ir além do papel e ser acompanhado com dados e tecnologia

07 AGO 2025 Por Mateus Adriano 18h13

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou nesta quinta-feira (7), em entrevista ao jornal Ronda do MS, que o novo Plano Nacional de Educação (PNE) precisa ser implementado com mecanismos de monitoramento e cobrança anual aos gestores.

A parlamentar está em Campo Grande para uma audiência pública na Assembleia Legislativa, às 13h30, que integra o ciclo de escutas estaduais promovido pela Câmara dos Deputados para construção do novo plano.

“A gente tinha um plano nos últimos dez anos e mais da metade das metas não foram cumpridas. Não adianta colocar palavra bonita no papel”, disse Tabata.

Para ela, é essencial que cada prefeitura implemente as diretrizes e seja cobrada com base em dados atualizados. “É chamar para a responsabilidade prefeitos, governadores, presidente da República”, completou.

O novo PNE vai substituir o atual plano (Lei 13.005/2014). Entre as metas discutidas estão a valorização dos professores, ensino técnico, educação inclusiva e financiamento adequado. O plano terá 18 objetivos e deve ser resultado de uma pactuação nacional com educadores, estudantes, parlamentares e gestores públicos.

A parlamentar destacou ainda a importância de uma formação mais ampla nas escolas. “A escola tem que ser menos quadrada. A gente quer um plano que prepare para um mundo que muda rápido, que valorize criatividade, liderança, esporte, cultura”, afirmou.

A audiência em Campo Grande foi articulada pelo deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), membro da comissão especial da Câmara. Durante a entrevista, ele elogiou a condução do trabalho por Tabata.

“Ela é fruto da educação e ninguém tem mais autoridade para falar sobre isso”, disse. O deputado também ressaltou o avanço da educação em tempo integral em Mato Grosso do Sul, que já alcança 63% das escolas estaduais.

Tabata citou ainda o programa federal Pé de Meia como exemplo de incentivo à permanência dos jovens na escola. Segundo ela, ações como essa são parte da busca por mais oportunidades educacionais para alunos de baixa renda.

O objetivo da comissão é ouvir todos os estados antes de apresentar a proposta final ao Ministério da Educação. Tabata preside o grupo e tem visitado várias capitais brasileiras como parte do processo de construção coletiva do novo plano.

Confira a entrevista completa:

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