Enelvo Felini anuncia convênio com Sanesul para reparos de danos em ruas do município

A empresa que faz as obras da rede de esgoto será a responsável por reparar os danos herdados dessas obras. A partir de fevereiro a Sanesul, via convênio, pagará a Prefeitura por recapeamentos de locais danificados por obras na rede de água

21 JAN 2026 Por Dulce Maria 13h35

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21/01), ao Jornal Ronda da Cidade, da Rádio Pindorama Jota FM 100,7, o secretário municipal de Infraestrutura de Sidrolândia, Enelvo Felini, abordou uma série de temas ligados às obras em andamento no município, com destaque para os transtornos provocados pela ampliação da rede de esgoto e as medidas adotadas pela Prefeitura para reparar os danos deixados nas vias públicas. O assunto tem sido alvo de reclamações recorrentes da população desde o ano passado, especialmente em bairros afetados por buracos, asfalto recortado, calçadas danificadas e, mais recentemente, interrupções no abastecimento de água.

Segundo o secretário, as obras de ampliação do esgotamento sanitário, executadas por uma empresa terceirizada em parceria com a Sanesul, deveriam ter sido concluídas em dezembro, mas sucessivos problemas técnicos acabaram atrasando o cronograma. “Muito atropelo, então tivemos transtornos”, reconheceu Felini. O caso mais grave ocorreu recentemente na região do Grande São Bento, que ficou cerca de três dias sem água após o rompimento de uma tubulação durante as intervenções.

Apesar das falhas, o secretário destacou a importância da obra, considerada uma das maiores da história do município. De acordo com ele, cerca de 98% da rede de esgoto já está implantada devido ao trabalho da atual gestão. “Em um ano se está fazendo o dobro do que foi feito em 71 anos de Sidrolândia”, afirmou, ao pedir paciência à população enquanto os trabalhos entram na fase final.

Felini garantiu que a Prefeitura tem acompanhado de perto os estragos deixados pela terceirizada e que a cobrança será mais rigorosa a partir de agora. Ele relatou visitas técnicas a pontos críticos, como no Cascatinha 2, onde lombadas foram cortadas e não receberam recomposição adequada. “Eles têm prazo para deixar aquilo que foi feito em ordem”, disse, ressaltando que a empresa será obrigada a devolver ruas, calçadas e meios-fios nas mesmas condições em que foram encontrados e, para tanto, o prazo é fevereiro desse ano.

Um dos principais anúncios da entrevista foi a formalização de um convênio entre a Prefeitura e a Sanesul para agilizar os reparos no asfalto e ruas em geral, danificados ao serem feitos consertos na rede de água. Pelo acordo, a Sanesul continuará responsável por eliminar os vazamentos, enquanto o município assumirá a recomposição do asfalto. O valor definido é de R$ 180 por metro quadrado recuperado, que deverá ser pago pela Sanesul á Prefeitura por meio deste convênio. A expectativa é reduzir significativamente o número de buracos espalhados pela cidade, atualmente estimado em cerca de 120 pontos. Com o novo modelo, a Secretaria de Infraestrutura pretende acelerar os reparos e melhorar a qualidade do serviço. A estratégia inclui a substituição da terra úmida por material seco e devidamente compactado antes do recapeamento, evitando que o asfalto afunde pouco tempo depois. “Tu danifica na frente da casa dele, em dois, três dias já está resolvido”, afirmou Felini, acrescentando que equipes e equipamentos já estão sendo preparados para iniciar os trabalhos a partir de fevereiro.

A entrevista também abordou outros temas, como a situação da energia elétrica e da iluminação pública. Felini avaliou positivamente a atuação recente da Energisa, citando a troca de transformadores e melhorias na rede após cobranças da administração municipal. Segundo ele, o pagamento em dia das contas de energia pelo município tem contribuído para um maior comprometimento da concessionária com Sidrolândia.

Por fim, o secretário comentou demandas pontuais de moradores, como trechos ainda sem ligação de esgoto e problemas antigos de drenagem urbana e fez um alerta direto à população sobre a ligação domiciliar antes da liberação oficial. Questionado por uma moradora do bairro Santa Marta, ele explicou que a Sanesul já vem liberando trechos onde a obra está totalmente concluída, mas reforçou que é fundamental aguardar a autorização técnica. “Não largue esgoto sem ser liberado, porque tranca todos os canos e aí o problema é muito sério”, afirmou, ao relatar que ligações antecipadas já causaram extravasamentos e sujeira em vias públicas, exigindo operações emergenciais de limpeza e desobstrução.

 

Acesso ao frigorífico Balbinos

Outro ponto de destaque foi a infraestrutura de acesso ao frigorífico do município. O secretário confirmou que as obras de pavimentação na região vão sair do papel ainda no primeiro semestre, garantindo melhores condições de tráfego e logística. Ele afirmou que o frigorífico retomou suas atividades recentemente, mantendo os empregos, e que a falta de asfalto vinha sendo um entrave histórico. “Acho uma vergonha o frigorífico há muitos anos aqui não ter toda a ligação de asfalto, pelo que produz e pelo imposto que gera”, disse. A primeira etapa do chamado Mini Anel Viário deve contemplar a região, criando também uma rota alternativa para caminhões, que passarão a circular fora da área urbana.

Durante a explicação, Felini revelou problemas herdados de obras anteriores, como asfaltos executados sem a instalação de bocas de lobo, o que tem provocado alagamentos e deterioração precoce das vias. No bairro Paraíso, por exemplo, será necessário romper trechos de asfalto para implantar o sistema correto de drenagem. Segundo o secretário, a empresa já foi contratada e os trabalhos devem começar em cerca de dez dias, para então permitir a conclusão da avenida que dá acesso ao frigorífico.

Questionado sobre a Praça do bairro Paraíso, Felini explicou que a prioridade imediata da gestão é colocar em funcionamento uma escola cuja obra está parada há cerca de seis anos. A determinação do prefeito é que a unidade esteja pronta para o início do ano letivo. Só depois, de forma gradual e com recursos próprios, a Prefeitura deve avançar na revitalização da praça, incluindo pista de caminhada e campo de futebol.

 

Lei municipal contra a Murta (dama-da-noite)

Enelvo Felini também detalhou a campanha para eliminação da planta conhecida como “dama-da-noite” (murta), hospedeira de uma praga que ameaça os pomares de laranja. Uma lei municipal estabelece prazo de 90 dias para a retirada das mudas, e a Prefeitura está auxiliando os moradores com equipes e maquinário. O material recolhido está sendo triturado e transformado em adubo, destinado a pequenos produtores.

Sobre pavimentação, Felini afirmou que novas frentes de asfalto já começaram no bairro Petrópolis e que a meta da gestão é concluir ruas isoladas que ainda permanecem sem pavimentação em áreas já asfaltadas. Segundo ele, deixar “uma ou duas ruas no barro” compromete todo o entorno, levando poeira e sujeira às vias pavimentadas, enfatizando que a prioridade é chegar primeiro aos bairros mais populosos.

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