O vereador Cledinaldo Cotócio (PSDB), afastado do mandato em Sidrolândia por decisão judicial, afirmou que recebia transferências via Pix para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. Em vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (9), ele disse que recorria a empresários para conseguir recursos destinados a despesas que, segundo ele, nem sempre são atendidas pelo poder público.
Cotócio declarou que os valores eram usados em ações como o custeio de cirurgias e a reforma ou construção de moradias. O parlamentar também negou envolvimento em organização voltada ao desvio de dinheiro público e afirmou que pretende recorrer da decisão que determinou seu afastamento por 180 dias.
“Eu sempre pedi ajuda para ajudar as pessoas, porque tem gente que tem muito e tem gente que não tem nada”, declarou o vereador. Ele citou casos de pessoas que precisam de exames, como ressonâncias, e de famílias sem condições financeiras para consertar o telhado de casa.
Ao explicar a origem das transferências, Cotócio afirmou que procurava empresários para conseguir dinheiro e atender essas demandas. “E com isso eu recebi PIX, recebi sim, para ajudar pessoas”, disse.
O vereador negou que os valores recebidos tenham relação com desvios de recursos públicos e contestou qualquer participação em organização criminosa. “Nunca participei de organização nenhuma para desviar dinheiro. Seja de saúde, seja de educação, seja do que for”, afirmou.
Cotócio também disse que pretende contestar o afastamento e sustenta que suas ações tinham como objetivo ajudar moradores que enfrentam dificuldades. “Por isso fui afastado, mas vou recorrer, sempre pedir ajuda para grandes empresários para ajudar quem precisa”, declarou.
O parlamentar está entre os três vereadores afastados por 180 dias no âmbito da Operação Dirty Pix, que investiga suspeitas de irregularidades em recursos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.
A medida também atingiu Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu de Souza Diniz, conhecido como Gabriel Autocar (PSD), além de Enelvo Felini Júnior, Cleyton Martins Teixeira e Ademir Gabardo, ligados à administração municipal.
Deflagrada em sua segunda fase na quarta-feira (7), a operação resultou na prisão preventiva de Jacob Meeuvis Breure, presidente do hospital, da policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e de Júlio César Alves da Silva, apontado como assessor político.
Segundo as investigações, o caso envolve suspeitas de irregularidades em convênios que ultrapassam R$ 18 milhões, incluindo possíveis superfaturamentos e repasses de dinheiro a agentes políticos e intermediários. As apurações seguem em andamento, e as medidas cautelares não representam condenação dos investigados.



Vereador Cledinaldo Cotócio se manifestou através de redes sociaisFoto: Reprodução
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