Com objetivo de manter a segurança hídrica nos municípios nos quais detém a concessão dos serviços públicos, a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) investiu R$ 1,5 milhão na compra de modernos equipamentos, capazes de identificar vazamentos e conter o desperdício de água tratada em Mato Grosso do Sul.
O diretor Comercial e de Operações da empresa, Madson Valente, informa que foram adquiridos geofones eletrônicos, manômetros para medição de pressão, hastes de perfuração para identificação de vazamentos invisíveis, entre outros equipamentos de última geração que, segundo ele, vão facilitar a vida não só da companhia como também da população de todas as unidades consumidoras.
Tratam-se de equipamentos de identificação, medição de água distribuída e localização de vazamentos nas redes de distribuição.
Estas ferramentas vão de tecnologias simples, para a detecção acústica, até as mais avançadas disponíveis no mercado, com equipamentos eletrônicos de medição e registro de dados em tempo real.
Segundo ele, o investimento visa atender as metas de redução de perdas para aumentar a eficiência do abastecimento de água no Estado.
O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, disse que a gestão de combate à perda de água é intensificada pela companhia de saneamento nos 68 municípios do Estado.
Esse, segundo o dirigente da estatal, é outro importante compromisso do governador Eduardo Riedel dentro de sua proposta de gestão municipalista como forma de melhor atender aos consumidores e a população sul-mato-grossense.
Para se ter uma ideia, incluindo todas as ações de combate a perdas intensificadas pela Sanesul em 2022, foi possível obter um volume recuperado de 4,3 milhões de metros cúbicos em relação ao ano anterior, o que significa que essa quantidade de água sobrou e foi enviada para uso dos consumidores.
A gerente da Regional de Jardim, Daniela Nantes, disse que a equipe iniciou os trabalhos pelo município de Bonito na semana passada e até o momento foram vistoriadas aproximadamente 2.000 ligações. Desse montante, segundo ela, 5,3% tinham vazamentos que foram identificados, definidos e consertados.
“O trabalho de combate às perdas necessita de investimentos para que aconteça de maneira eficiente e traga os resultados esperados. Essa aquisição de equipamentos feita pela empresa nos proporcionou um avanço no trabalho”, disse ela, que é engenheira sanitarista e ambiental.
Ela contou que, além do trabalho a campo, o ATO (Agente Técnico Operacional) da regional monitora o sistema remotamente para avaliar o impacto obtido na produção de água.
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