Envelhecer na Aldeia: projeto escuta indígenas e preserva histórias e saberes tradicionais

A iniciativa é uma ação da Subsecretaria de Políticas Públicas para as pessoas idosas, de forma transversal com a Subsecretaria de Povos Originários e a Fundação Estadual de Cultura, ligadas à Setescc.

21 SET 2023 Por nrodrigues 09h45

Com o objetivo de garantir mais cidadania e qualidade de vida para as pessoas idosas indígenas, o projeto Envelhecer na Aldeia quer realizar uma escuta com pessoas idosas nas aldeias de Mato Grosso do Sul para coletar dados do processo de envelhecimento. As entrevistas realizadas vão fechar um diagnóstico com as demandas mais mencionadas.

A iniciativa é uma ação da Subsecretaria de Políticas Públicas para as pessoas idosas, de forma transversal com a Subsecretaria de Povos Originários e a Fundação Estadual de Cultura, ligadas à Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania).

Como forma de preservar as histórias das pessoas idosas indígenas de Mato Grosso do Sul, o projeto se desdobrou em um documentário com vários depoimentos sobre a história de vida dessas pessoas.

A primeira comunidade ouvida foi a aldeia Lagoinha em Taunay, distrito de Aquidauana, e um dos problemas mais recorrentes é o de visão. Algumas pessoas idosas estão ficando totalmente cegas ou se recuperando de alguma cirurgia ocular.

A iniciativa pretende aproximar o poder público das comunidades, e registrar as histórias destes encontros. Por meio da linguagem do cinema, as filmagens vão servir de ponto de reflexão da condição social daquele povo.

Tendo em vista que os anciãos indígenas são verdadeiras bibliotecas vivas e que o tempo apagará os saberes se não forem registrados para que a geração mais nova tenha acesso.

Para a subsecretária de Políticas Públicas para as Pessoas Idosas, Zirleide Barbosa, não é possível pensar e construir política pública sem ouvir o público alvo e sem dialogar com os setores responsáveis pela sua execução lá na ponta.


Compartilhando memórias: Emilda e seu filho Neemias revelam a história de sua família

“Cada parceiro tem um papel importante desde a rede de atendimento a demais setores do governo. O objetivo é garantir os direitos da pessoa idosa indígena para alcançar um envelhecimento saudável", frisa.

Os povos originários, de maneira geral, são os guardiões e transmissores de muitas das tradições e da identidade cultural brasileira. Por tratar de um povo de saberes orais, as pessoas mais velhas que estão na comunidade indígena podem ser vistas como guardiões da cultura ancestral.

Ao considerar  a  sobrevivência destes povos é preciso olhar atentamente para mulheres e homens idosos e as diversas formas de envelhecer no território.

 O lamento de não compartilhar

Com a escuta foi possível entender as vivências das pessoas idosas e os papéis que ocupam na comunidade. Nos depoimentos, eles contaram as suas maiores alegrias, lamentos, sonhos e desejos, mostrando que ainda têm muito para viver e somar com as suas comunidades.

Com o objetivo de garantir mais cidadania e qualidade de vida para as pessoas idosas indígenas, o projeto Envelhecer na Aldeia quer realizar uma escuta com pessoas idosas nas aldeias de Mato Grosso do Sul para coletar dados do processo de envelhecimento. As entrevistas realizadas vão fechar um diagnóstico com as demandas mais mencionadas.

A iniciativa é uma ação da Subsecretaria de Políticas Públicas para as pessoas idosas, de forma transversal com a Subsecretaria de Povos Originários e a Fundação Estadual de Cultura, ligadas à Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania).

Como forma de preservar as histórias das pessoas idosas indígenas de Mato Grosso do Sul, o projeto se desdobrou em um documentário com vários depoimentos sobre a história de vida dessas pessoas.

A primeira comunidade ouvida foi a aldeia Lagoinha em Taunay, distrito de Aquidauana, e um dos problemas mais recorrentes é o de visão. Algumas pessoas idosas estão ficando totalmente cegas ou se recuperando de alguma cirurgia ocular.

A iniciativa pretende aproximar o poder público das comunidades, e registrar as histórias destes encontros. Por meio da linguagem do cinema, as filmagens vão servir de ponto de reflexão da condição social daquele povo.

Tendo em vista que os anciãos indígenas são verdadeiras bibliotecas vivas e que o tempo apagará os saberes se não forem registrados para que a geração mais nova tenha acesso.

Para a subsecretária de Políticas Públicas para as Pessoas Idosas, Zirleide Barbosa, não é possível pensar e construir política pública sem ouvir o público alvo e sem dialogar com os setores responsáveis pela sua execução lá na ponta.

“Cada parceiro tem um papel importante desde a rede de atendimento a demais setores do governo. O objetivo é garantir os direitos da pessoa idosa indígena para alcançar um envelhecimento saudável", frisa.

Os povos originários, de maneira geral, são os guardiões e transmissores de muitas das tradições e da identidade cultural brasileira. Por tratar de um povo de saberes orais, as pessoas mais velhas que estão na comunidade indígena podem ser vistas como guardiões da cultura ancestral.

Ao considerar  a  sobrevivência destes povos é preciso olhar atentamente para mulheres e homens idosos e as diversas formas de envelhecer no território.

 O lamento de não compartilhar

Com a escuta foi possível entender as vivências das pessoas idosas e os papéis que ocupam na comunidade. Nos depoimentos, eles contaram as suas maiores alegrias, lamentos, sonhos e desejos, mostrando que ainda têm muito para viver e somar com as suas comunidades.

Leia Também