Secretária da Mulher anuncia expansão de atendimento especializado contra violência

Maria Angélica Fontanari destacou políticas públicas, programas de acolhimento e capacitação, e projetou cobertura integral de delegacias com atendimento especializado conforme a Lei Maria da Penha

27 AGO 2025 Por Redação Jota FM 17h20

A secretária executiva da Mulher de Campo Grande, Maria Angélica Fontanari, afirmou que Mato Grosso do Sul deve se tornar o primeiro estado do país a oferecer atendimento especializado a mulheres em 100% das delegacias.

A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Elas Podem Mais, desta quarta-feira (27), com apresentação de Cláudia Costa.

“Eu creio que Mato Grosso do Sul vai ser o único estado que vai ter, em breve, muito em breve, 100% das delegacias com atendimento especializado, conforme a Lei Maria da Penha prevê”, disse.

Na conversa, a secretária destacou a implementação das Salas Lilás, já presentes em mais de 55 municípios. Os espaços oferecem acolhimento a vítimas de violência em locais onde não há Casas da Mulher Brasileira ou delegacias especializadas.

Maria Angélica também defendeu a continuidade e a ampliação das políticas públicas de proteção. “Se em 2025 eu ainda preciso de uma lei para dizer que não se pode bater, perseguir ou ameaçar uma mulher, então não tenha dúvidas de que precisamos dessas políticas”, afirmou.

Entre os programas em andamento, a secretária citou o Recomeçar, voltado à reeducação de homens agressores em parceria com o Tribunal de Justiça, e o Sorrindo para a Vida, que garante tratamento odontológico a vítimas de violência com danos faciais.

Outro destaque é a Escola de Capacitação Escape Acemu, que já certificou 750 mulheres em cinco meses com cursos presenciais e a distância. A iniciativa busca ampliar a empregabilidade e a autonomia feminina.

O episódio do Elas Podem Mais ainda abordou o programa Emprega Mulher, que conecta mulheres diretamente a vagas de trabalho, e a integração com os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) para alcançar comunidades mais distantes.

“Não dá para falar só com mulheres. É preciso falar com a sociedade inteira, trabalhar com homens e crianças, para que se entenda que violência não pode ser normalizada”, concluiu a secretária.

Confira a íntegra do podcast Elas Podem Mais:

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