Uma fiscalização em postos de combustíveis reprovou 34% dos bicos de abastecimento analisados em Mato Grosso do Sul. A operação inspecionou 180 bicos no estado e encontrou irregularidades em 62 deles. O resultado indica que aproximadamente um em cada três equipamentos avaliados apresentou problemas.
A ação foi realizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia(Inmetro) com apoio de órgãos da Rede Brasileira de Metrologia Legal. A fiscalização também contou com participação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Secretaria Nacional do Consumidor. A operação integrou uma iniciativa nacional de verificação em postos de combustíveis.
No estado, fiscais avaliaram 32 postos durante a ação. O objetivo foi verificar se as bombas entregam ao consumidor exatamente o volume indicado nos mostradores. Os técnicos também analisaram possíveis fraudes eletrônicas nos equipamentos.
Entre as irregularidades encontradas estão mau estado de conservação de bombas e mangueiras. Também foram identificados mostradores com dígitos danificados e equipamentos com vazamento de combustível. Essas falhas podem comprometer a precisão da medição durante o abastecimento.
Os fiscais também registraram autuações por erros de vazão e problemas em dispositivos de segurança. Em alguns casos, o eliminador de ar e gases das bombas estava inoperante. Também foram encontradas situações de lacres rompidos e fiação exposta.
Outra irregularidade verificada foi erro de medição acima do limite permitido. Esse tipo de falha pode indicar que o volume entregue ao consumidor é diferente do informado na bomba. Equipamentos nessas condições podem gerar prejuízo ao motorista.
A fiscalização fez parte da operação “Tô de Olho no Abastecimento Seguro e na Medida Certa”. No país, a ação inspecionou 3.651 bicos de abastecimento em 340 postos distribuídos por nove estados. Desse total, 831 foram reprovados, o que representa índice nacional de 23%.
O resultado coloca Mato Grosso do Sul entre os estados com maior percentual de irregularidades. Apenas o Rio Grande do Norte e o Ceará registraram índices mais altos de reprovação. No Rio Grande no Norte, a reprovação foi de 100% nos postos fiscalizados.
O Inmetro orienta que consumidores observem alguns detalhes antes de abastecer. A bomba deve ter selo de verificação do instituto e mostradores em bom estado de leitura. O motorista também pode solicitar a verificação do volume utilizando a medida padrão de 20 litros disponível no posto.
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