Mato Grosso do Sul registra municípios em situação de alto risco para infestação do mosquito Aedes aegypti, segundo dados do primeiro ciclo do LIRAa de 2026. O levantamento foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e aponta probabilidade elevada de surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os índices foram coletados em janeiro e servem de base para orientar ações de controle.
Cidades com maior nível de infestação exigem resposta imediata das autoridades de saúde. Entre os municípios classificados como alto risco estão Rio Negro, Paranhos, Eldorado, Terenos e Santa Rita do Pardo. Os dados indicam que essas localidades apresentam maior chance de avanço das arboviroses.
Outros municípios também aparecem em situação de alerta, com índices próximos ou acima do limite de risco elevado. Maracaju, Vicentina e Naviraí integram essa lista e demandam intensificação das medidas preventivas. O cenário reforça a necessidade de atuação rápida para conter a proliferação do mosquito.
Na faixa de médio risco, estão cidades como Anaurilândia, Água Clara, Ponta Porã e Bataguassu. Campo Grande também aparece nessa classificação, com índice de 1,40. A SES alerta que esse nível já exige atenção contínua e reforço nas ações de vigilância.
Alguns municípios apresentaram índice zero no levantamento, como Chapadão do Sul, Guia Lopes da Laguna e Juti. Mesmo assim, a recomendação é manter monitoramento constante para evitar falhas na coleta de dados. A análise deve considerar outros indicadores, como armadilhas de monitoramento do mosquito.
A Secretaria de Estado de Saúde destaca que o LIRAa é uma ferramenta essencial para direcionar estratégias de combate. Os dados permitem identificar áreas prioritárias e orientar ações como visitas domiciliares e eliminação de criadouros. O objetivo é reduzir o risco de transmissão e evitar sobrecarga no sistema de saúde.
A secretária de Saúde em exercício afirmou que municípios em maior risco devem intensificar imediatamente as medidas de controle. Ela ressaltou que os índices indicam probabilidade de surtos e exigem resposta coordenada entre Estado e prefeituras. A participação da população também é considerada fundamental nesse processo.
O gerente estadual de combate às arboviroses informou que os dados já são usados para definir prioridades de atuação. Segundo ele, equipes técnicas atuam com foco nas regiões mais afetadas para aumentar a eficácia das ações. O monitoramento contínuo permite respostas mais rápidas diante do avanço do mosquito.
A SES informou que um novo ciclo do levantamento será realizado nas últimas semanas de maio. A atualização dos índices deve orientar ajustes nas estratégias adotadas pelos municípios. O acompanhamento periódico é considerado essencial para manter o controle da infestação.
As autoridades reforçam que a eliminação de água parada é a principal medida de prevenção. A orientação inclui limpeza de quintais, descarte correto de resíduos e cuidado com recipientes expostos. A colaboração da população é apontada como decisiva para conter o avanço das doenças.
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