Mulher é queimada viva em Corumbá após recusar relacionamento com suspeito

Vítima teve 90% do corpo atingido pelas chamas e morreu na Santa Casa; homem foi preso em flagrante enquanto se escondia em fazenda vizinha

09 JUN 2025 Por Redação Jota FM 14h23

Uma mulher de 59 anos morreu após ser queimada viva pelo colega de trabalho em uma fazenda na região da Nhecolândia, em Corumbá. O crime, que ocorreu neste final de semana, é o 15º femincídio registrado em Mato Grosso do Sul apenas em 2025.

A vítima, identificada como Eliana Guanes, teve 90% do corpo atingido por queimaduras de 2º e 3º graus. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros e levada de avião até a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos. O óbito foi confirmado às 23h30.

O suspeito do crime, Lourenço Xavier, de 54 anos, fugiu logo após o ataque, mas foi localizado no mesmo dia por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Ele estava escondido em um alojamento de trabalhadores em uma fazenda vizinha. De acordo com o boletim de ocorrência, ele não resistiu à prisão.

Em depoimento à Polícia Civil, o homem confessou ter jogado gasolina sobre a vítima e ateado fogo com um cigarro aceso. Inicialmente, alegou que o crime teria sido motivado por discussões anteriores com Eliana.

Segundo informações do delegado Filipe Araújo Izidio Pereira, da Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, áudios e elementos obtidos durante a investigação indicam que Lourenço teria proposto um relacionamento à vítima, que recusou. A negativa teria provocado o ataque.

“Ela não aceitou e, por esse motivo, ele ateou fogo nela. Por esse menosprezo ao gênero da mulher, à condição de mulher, o crime se enquadra, sim, como feminicídio, apesar de não haver relação íntima e familiar entre eles”, afirmou o delegado ao Diário Corumbaense.

A Polícia Civil também confirmou que o autor possui antecedentes por furto, ameaça e violência doméstica. Ele foi preso em flagrante e deve passar por audiência de custódia, com pedido de conversão para prisão preventiva.

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