O vendaval que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) deixou mais de 300 mil unidades consumidoras sem energia e provocou quedas de árvores, postes e danos em imóveis. Os estragos reacenderam a discussão sobre como a Capital pode se preparar para eventos climáticos extremos. A Câmara Municipal pretende ampliar o debate sobre medidas de prevenção e redução dos impactos.
Entre as propostas estão mudanças no planejamento da arborização urbana e investimentos em estruturas para conter alagamentos. A discussão deve envolver o sistema de drenagem e a criação ou ampliação de bacias para receber água da chuva. A intenção é buscar soluções de longo prazo para reduzir os danos provocados por tempestades severas.
“Vamos abrir diálogos para debater os impactos das mudanças climáticas e de que forma a cidade pode se preparar para minimizar impactos em episódios semelhantes ao vendaval que aconteceu ontem”, afirmou o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy.
O parlamentar acompanhou nesta sexta-feira (11) os primeiros atendimentos realizados pela força-tarefa mobilizada após a tempestade. Segundo ele, a intensidade do fenômeno reforça a necessidade de discutir medidas que preparem a cidade para ocorrências semelhantes. “Diante desse cenário, Papy reforça a urgência de a cidade se preparar para episódios semelhantes que possam acontecer no futuro.”
A tempestade atingiu Campo Grande entre a tarde e a noite de quinta-feira, com ventos estimados entre 80 km/h e 100 km/h. Além da interrupção no fornecimento de energia, houve registros de árvores e postes derrubados e danos em residências e prédios públicos. Os impactos atingiram diferentes regiões da Capital.
Uma das medidas defendidas pelo presidente da Câmara envolve o planejamento da arborização urbana. A proposta é avaliar espécies mais resistentes a ventos fortes para reduzir o risco de quedas durante tempestades. “Precisamos discutir planos para plantios de árvores que resistam a essas ocorrências”, destacou Papy.
Outro ponto levantado é a capacidade da cidade de escoar grandes volumes de água em períodos de chuva intensa. A discussão deve incluir a ampliação do sistema de drenagem e das bacias destinadas ao recebimento de águas pluviais. “Bem como ampliar o sistema de drenagem e bacias de águas pluviais para conter enchentes e alagamentos”, afirmou.
A proposta é que a discussão não fique restrita aos vereadores. O presidente defende a participação de diferentes setores da sociedade na definição das medidas que podem tornar Campo Grande mais preparada para fenômenos extremos. “É uma discussão que iniciamos na Casa de Leis e vamos expandir pra toda a sociedade”, concluiu Papy.

Vereador Papy acompanhou trabalhos de recuperação pós chuva em Campo GrandeFoto: Divulgação/CâmaraCG
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